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paraplégico

Do grego paraplēgikós, 'paralisado de um lado'.

Origem

Século XIX

Do grego 'paraplegia' (παραπληγία), composto por 'para-' (παρά, ao lado) e 'plēgē' (πληγή, golpe, ferida), referindo-se a uma paralisia que afeta partes simétricas do corpo, tipicamente os membros inferiores.

Mudanças de sentido

Século XIX - XX

Inicialmente um termo estritamente médico para descrever a condição de paralisia dos membros inferiores.

Final do Século XX - Atualidade

A palavra 'paraplégico' como adjetivo ou substantivo para designar a pessoa com a condição, embora tecnicamente correta, tem sido gradualmente substituída por 'pessoa com paraplegia' em discursos que priorizam a identidade e a não-estigmatização. A mudança reflete uma evolução na forma como a sociedade lida com deficiências, focando na pessoa e não apenas na sua limitação física.

O termo 'paraplégico' pode ser percebido como reducionista ou até pejorativo por alguns, pois foca unicamente na condição física. A preferência por 'pessoa com paraplegia' alinha-se com o movimento internacional de 'pessoa com deficiência' (PCD), que enfatiza a humanidade e a individualidade.

Primeiro registro

Século XIX

A entrada do termo no português brasileiro é estimada para o século XIX, coincidindo com a disseminação da terminologia médica greco-latina e o desenvolvimento de publicações científicas e médicas no Brasil.

Momentos culturais

Século XX

A palavra aparece em obras literárias e relatos médicos que descrevem a experiência de indivíduos com lesões medulares, muitas vezes associada a dramas pessoais e superação.

Final do Século XX - Atualidade

A representação de personagens paraplégicos em novelas, filmes e séries brasileiras tem contribuído para a visibilidade da condição, mas também para a perpetuação de estereótipos ou para a discussão sobre a linguagem adequada.

Conflitos sociais

Final do Século XX - Atualidade

O conflito reside na adequação do termo. Enquanto 'paraplégico' é tecnicamente correto, o uso como substantivo para referir-se a uma pessoa pode ser visto como desumanizante. A luta por terminologia inclusiva é um reflexo de conflitos sociais maiores sobre direitos das pessoas com deficiência e combate ao capacitismo.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

A palavra 'paraplégico' carrega um peso emocional significativo, frequentemente associado à perda, à limitação e à tristeza. No entanto, em contextos de reabilitação e ativismo, pode ser usada de forma neutra ou até como um marcador de identidade para aqueles que a reivindicam, embora essa apropriação seja menos comum do que a preferência por termos mais amplos.

Vida digital

Atualidade

Buscas online por 'paraplégico' ou 'paraplegia' são comuns em contextos médicos, de pesquisa e de busca por informações sobre a condição. A palavra aparece em fóruns, artigos e redes sociais, onde a discussão sobre a linguagem inclusiva também é frequente. Não há registros de viralizações ou memes proeminentes com a palavra em si, mas sim com temas relacionados à deficiência e acessibilidade.

Representações

Século XX - Atualidade

Personagens paraplégicos foram retratados em diversas produções audiovisuais brasileiras, desde dramas que focam na superação de desafios até papéis que buscam uma representação mais integrada à vida cotidiana, embora a escolha da terminologia usada pelos personagens e pela narrativa possa variar e ser objeto de debate.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Paraplegic' (adjetivo/substantivo) e 'paraplegia' (condição). Similarmente ao português, há uma tendência crescente para o uso de 'person with paraplegia' em vez de 'paraplegic' como substantivo. Espanhol: 'Parapléjico' (adjetivo/substantivo) e 'paraplejia' (condição). A evolução para 'persona con paraplejia' também é observada. Francês: 'Paraplégique' (adjetivo/substantivo) e 'paraplégie' (condição). A preferência por 'personne atteinte de paraplégie' é notada.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'paraplégico' mantém sua relevância como termo técnico-médico e dicionarizado. Contudo, em termos de uso social e comunicação inclusiva, sua aplicação direta como substantivo para designar pessoas está em declínio, sendo substituída por formulações que priorizam a pessoa. A discussão sobre a linguagem reflete um avanço na conscientização sobre capacitismo e direitos das pessoas com deficiência.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIX — Deriva do grego 'paraplegia', que por sua vez vem de 'para-' (ao lado, próximo) e 'plēgē' (golpe, ferida). A palavra entrou no vocabulário médico e geral do português, incluindo o brasileiro, provavelmente no século XIX, acompanhando o desenvolvimento da medicina e da terminologia científica.

Uso Médico e Social

Século XX — Amplamente utilizada no contexto médico para descrever a paralisia dos membros inferiores. Começa a ser integrada em discussões sociais sobre deficiência e acessibilidade.

Uso Contemporâneo e Ressignificação

Atualidade — A palavra 'paraplégico' é formal e dicionarizada, referindo-se à condição médica. No entanto, o uso social tem evoluído para termos mais inclusivos e menos estigmatizantes, como 'pessoa com paraplegia'. A palavra em si carrega um peso histórico e, por vezes, é evitada em contextos que buscam empoderamento e foco na pessoa, não na condição.

paraplégico

Do grego paraplēgikós, 'paralisado de um lado'.

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