parteira
Derivado do verbo 'partir' (no sentido de dar à luz), com o sufixo '-eira'.
Origem
Do latim 'parere' (dar à luz, parir, gerar), com o sufixo '-eira' indicando a agente da ação.
Mudanças de sentido
Profissional essencial e respeitada, responsável por assistir partos em domicílio, detentora de conhecimentos empíricos passados de geração em geração.
Início da desvalorização e marginalização da parteira tradicional com a ascensão da medicina científica e a medicalização do parto. Em alguns contextos, associada a práticas 'não científicas' ou 'supersticiosas'.
A medicina ocidental, em sua expansão, muitas vezes desqualificou o saber tradicional das parteiras, promovendo a figura do médico obstetra. Isso gerou conflitos e a necessidade de regulamentação da profissão.
Ressignificação e valorização da figura da parteira profissional (obstetriz) em contextos de parto humanizado e atenção primária à saúde. A palavra 'parteira' ainda pode evocar a imagem tradicional, mas também se refere à profissional qualificada.
Movimentos de parto humanizado têm buscado resgatar e valorizar o papel da parteira, reconhecendo sua importância na promoção de um nascimento mais natural e seguro. A formação acadêmica em obstetrícia fortalece a figura da parteira moderna.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses e galegos já mencionam a figura da 'parteira' em contextos sociais e legais.
Momentos culturais
Presença constante em narrativas orais e escritas sobre a vida cotidiana, a família e a comunidade. Frequentemente retratada como uma figura de sabedoria popular e apoio feminino.
Aparece em obras literárias e cinematográficas que abordam a história social do Brasil, muitas vezes em contraste com a medicina hospitalar emergente.
Conflitos sociais
Conflito entre parteiras tradicionais e médicos obstetras pela hegemonia no atendimento ao parto. Perseguição e desqualificação das parteiras sem formação médica formal em alguns períodos.
Debates sobre a regulamentação da profissão de parteira, o reconhecimento de suas competências e a integração em sistemas de saúde públicos e privados, especialmente em discussões sobre parto humanizado versus parto hospitalar.
Vida emocional
Associada a sentimentos de confiança, acolhimento, sabedoria popular e, por vezes, mistério ou superstição.
Pode evocar nostalgia, respeito pela tradição, ou ser vista de forma técnica e profissional, dependendo do contexto e da formação da pessoa referida.
Representações
Frequentemente retratada em novelas históricas ou dramas familiares, como figura de apoio essencial no nascimento de personagens importantes. Exemplos podem ser encontrados em produções que retratam o Brasil rural ou de épocas passadas.
Comparações culturais
Inglês: 'Midwife' (literalmente 'com a mulher'). Espanhol: 'Partera' (semelhante ao português, derivado do latim 'parere'). Francês: 'Sage-femme' (literalmente 'mulher sábia'). Alemão: 'Hebamme' (origem incerta, possivelmente ligada a 'ajudar' ou 'segurar').
Relevância atual
A palavra 'parteira' mantém relevância em discussões sobre saúde reprodutiva, parto humanizado e a valorização de profissionais de saúde com foco no cuidado integral da mulher e do recém-nascido. A figura da parteira profissional (obstetriz) ganha espaço em contraponto à medicalização excessiva do parto.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'parere', que significa dar à luz, parir, gerar. O sufixo '-eira' indica a profissão ou a pessoa que exerce a ação.
Entrada e Consolidação no Português
A palavra 'parteira' já existia no português arcaico, referindo-se à mulher que auxiliava em partos, uma figura essencial nas comunidades.
Transição para a Medicina Moderna
Com o avanço da medicina e a formalização da obstetrícia como especialidade médica, a figura da parteira tradicional começou a ser gradualmente substituída ou integrada a um sistema de saúde mais regulamentado.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'parteira' pode se referir tanto à profissional de saúde com formação específica em obstetrícia (parteira profissional) quanto, em contextos mais informais ou históricos, à mulher que assistia partos sem formação médica formal. A palavra carrega um peso histórico e cultural significativo.
Derivado do verbo 'partir' (no sentido de dar à luz), com o sufixo '-eira'.