pasquim
Do francês 'pasquin', possivelmente derivado do nome de um escultor romano, Pasquino, cujas estátuas eram usadas para afixar críticas e sátiras.
Origem
Deriva do nome 'Pasquino', uma estátua em Roma onde eram afixadas críticas e sátiras. A prática de afixar textos em locais públicos para disseminar opiniões, muitas vezes críticas ao poder, é antiga.
Mudanças de sentido
Escrito satírico, crítico, de pouca importância, muitas vezes clandestino ou de circulação restrita. Panfletos e folhetos.
Jornais populares, com viés satírico, crítico ou sensacionalista, em oposição à imprensa formal.
Publicações de baixa qualidade, irrelevantes ou duvidosas. Uso irônico ou afetuoso para publicações alternativas, independentes ou com forte tom crítico e humorístico.
A conotação negativa de 'pasquim' como algo de má qualidade ou sem valor persiste, mas o termo também pode ser ressignificado em contextos de mídia independente ou humorística, onde a crítica social e a irreverência são valorizadas.
Primeiro registro
A entrada do termo 'pasquim' na língua portuguesa é estimada para este período, com o sentido de folheto satírico ou crítico, seguindo o modelo italiano.
Momentos culturais
O desenvolvimento da imprensa no Brasil, com jornais de caráter mais popular e crítico, frequentemente rotulados como 'pasquins' pela imprensa mais estabelecida.
Uso recorrente em discussões sobre a imprensa popular, tabloides e publicações com conteúdo considerado sensacionalista ou de baixa qualidade intelectual.
Conflitos sociais
A palavra 'pasquim' era frequentemente usada para desqualificar publicações que desafiavam o status quo ou que eram vistas como porta-vozes de classes sociais menos favorecidas ou de movimentos de oposição política. Era um termo de desdém usado pela elite intelectual e política.
Vida emocional
Associada a desdém, desprezo, baixa qualidade, irrelevância. Em contextos mais recentes, pode carregar um tom de irreverência, ousadia ou crítica social bem-humorada.
Vida digital
O termo 'pasquim' aparece em discussões online sobre notícias falsas, mídia de baixa qualidade e sensacionalismo. Pode ser usado em memes ou em títulos de blogs e sites com tom humorístico ou crítico.
Representações
O conceito de 'pasquim' como um jornal satírico ou de crítica social pode ser visto em obras literárias, filmes e peças de teatro que retratam a imprensa e a sociedade em diferentes épocas, especialmente em períodos de efervescência política e social.
Comparações culturais
Inglês: 'Tabloid' (para jornais populares e sensacionalistas), 'pamphlet' (para folhetos). Espanhol: 'Pasquín' (com origem e sentido muito similar ao português, derivado da mesma estátua romana). Francês: 'Canard' (para notícias falsas ou boatos).
Relevância atual
A palavra 'pasquim' mantém sua relevância como um termo para descrever publicações de baixa qualidade ou com conteúdo duvidoso, especialmente no contexto da disseminação de desinformação online. Contudo, também pode ser ressignificada em nichos que valorizam a sátira e a crítica social irreverente, como em alguns blogs, sites de humor e publicações independentes.
Origem Etimológica
Século XVI - A palavra 'pasquim' tem origem incerta, mas a teoria mais aceita a liga ao nome de Pasquino, uma estátua antiga em Roma, conhecida por ter inscrições satíricas e críticas afixadas em seus pés. A prática de afixar textos críticos em locais públicos remonta à Antiguidade.
Entrada na Língua Portuguesa e Primeiros Usos
Séculos XVII-XVIII - A palavra 'pasquim' entra na língua portuguesa, mantendo o sentido de escrito satírico, crítico ou de pouca importância, muitas vezes clandestino ou de circulação restrita. Era comum em panfletos e folhetos que circulavam em ambientes urbanos.
Consolidação do Sentido e Uso
Século XIX - O termo 'pasquim' se consolida no Brasil com o desenvolvimento da imprensa. Passa a designar jornais de caráter mais popular, muitas vezes com viés satírico, crítico ou até mesmo sensacionalista, em oposição à imprensa mais formal e erudita.
Uso Contemporâneo
Séculos XX-XXI - A palavra 'pasquim' continua a ser utilizada para se referir a publicações de baixa qualidade, irrelevantes ou com conteúdo duvidoso. No entanto, também pode ser usada de forma irônica ou afetuosa para descrever publicações alternativas, independentes ou com forte tom crítico e humorístico.
Do francês 'pasquin', possivelmente derivado do nome de um escultor romano, Pasquino, cujas estátuas eram usadas para afixar críticas e sát…