patentear

Derivado de 'patente' (documento de exclusividade) + sufixo verbal '-ear'.

Origem

Século XV

Do latim 'patens, patentis', particípio presente de 'patere' (estar aberto, ser manifesto, evidente). Relacionado a documentos públicos e clareza.

Mudanças de sentido

Século XVI

Tornar público, oficializar, conceder privilégios (uso em Portugal).

Século XIX

Registrar uma invenção para obter exclusividade legal. → ver detalhes

A Revolução Industrial e o avanço das leis de propriedade intelectual solidificaram o uso de 'patentear' no sentido de proteger invenções. Este sentido se tornou o principal e mais difundido.

Atualidade

Sentido legal/comercial de registro de invenções; uso metafórico para tornar algo evidente ou notório.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em documentos portugueses referindo-se a patentes reais e privilégios. O uso no Brasil se desenvolve a partir da colonização e da influência jurídica portuguesa.

Momentos culturais

Século XIX

A expansão industrial e a criação de institutos de propriedade industrial em diversos países, incluindo o Brasil (com leis posteriores), consolidam a palavra em debates sobre inovação e progresso.

Século XX

A palavra se torna comum em discussões sobre tecnologia, ciência e economia, aparecendo em notícias, artigos e debates sobre o desenvolvimento científico e a proteção de propriedade intelectual.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'to patent' (mesma origem e sentido principal de registrar invenções). Espanhol: 'patentizar' ou 'registrar una patente' (sentidos similares, com 'patentizar' podendo ter um sentido mais amplo de tornar evidente). Francês: 'patenter' (sentido de registrar patente). Alemão: 'patentieren' (sentido de registrar patente).

Relevância atual

Atualidade

O verbo 'patentear' mantém sua forte relevância no âmbito jurídico, econômico e tecnológico, sendo essencial para a discussão sobre inovação, propriedade intelectual e o mercado global. O uso metafórico também persiste em contextos informais e jornalísticos para descrever a notoriedade de algo.

Origem Etimológica

Século XV - Deriva do latim 'patens, patentis', particípio presente de 'patere', que significa 'estar aberto, ser manifesto, evidente'. Inicialmente, referia-se a algo claro, óbvio, ou a um documento público e aberto.

Entrada na Língua Portuguesa e Evolução Inicial

Século XVI - O termo 'patente' (documento) e o verbo 'patentear' começam a ser usados em Portugal, com o sentido de tornar algo público ou oficial, especialmente privilégios e concessões reais. A ideia de 'aberto' ou 'evidente' se mantém.

Consolidação do Sentido Moderno

Século XIX - Com o desenvolvimento do sistema de propriedade industrial, o verbo 'patentear' adquire seu sentido mais conhecido: o ato de registrar uma invenção ou criação junto a um órgão oficial para garantir direitos exclusivos de exploração. Este uso se fortalece com a industrialização e a necessidade de proteger inovações.

Uso Contemporâneo

Atualidade - O verbo 'patentear' é amplamente utilizado no contexto jurídico e comercial para descrever o processo de obtenção de patentes. Também pode ser usado metaforicamente para indicar o ato de tornar algo evidente ou de dar destaque a uma característica.

patentear

Derivado de 'patente' (documento de exclusividade) + sufixo verbal '-ear'.

PalavrasConectando idiomas e culturas