pensasses
Do latim 'pensare', significando pesar, considerar, refletir.
Origem
Deriva do verbo latino 'pensare' (pesar, considerar, refletir), evoluindo para o latim vulgar e, subsequentemente, para o português arcaico 'pensar'.
Mudanças de sentido
O verbo 'pensare' manteve seu sentido fundamental de refletir e considerar, mas a forma verbal 'pensasses' especificamente se refere a uma ação hipotética ou condicional no passado, uma nuance gramatical desenvolvida na evolução para o português.
A função do pretérito imperfeito do subjuntivo é expressar irrealidade, desejo, dúvida ou condição. 'Se tu pensasses...' introduz uma situação que não ocorreu ou é hipotética, uma característica semântica e gramatical consolidada ao longo dos séculos.
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico e medieval já apresentam conjugações verbais com a terminação '-asse' no subjuntivo, indicando a presença da forma 'pensasses' em documentos da época, como crônicas e documentos legais.
Momentos culturais
Presente em vasta literatura portuguesa e brasileira, desde os trovadores medievais até autores modernos, como Machado de Assis e Clarice Lispector, onde a forma é utilizada para construir narrativas complexas e explorar estados de espírito.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente mais próximo seria o uso do 'past subjunctive' ou do 'conditional perfect' em construções hipotéticas, como 'If you thought...' ou 'Had you thought...'. Espanhol: Corresponde ao pretérito imperfecto de subjuntivo, como 'pensaras' ou 'pensases' (dependendo da região e norma), em frases como 'Si tú pensaras...' ou 'Ojalá pensases...'.
Relevância atual
A forma 'pensasses' mantém sua relevância gramatical e estilística em contextos formais e literários. Embora não seja de uso corrente na fala cotidiana, sua compreensão é essencial para a leitura e interpretação de textos em português, especialmente os de cunho mais elaborado ou histórico. É um marcador de formalidade e precisão gramatical.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
A forma 'pensasses' deriva do verbo latino 'pensare', que significa pesar, considerar, refletir. No latim vulgar, o verbo evoluiu para 'pensare' e, posteriormente, para o português arcaico 'pensar'. A terminação '-asses' é característica da segunda pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo, uma conjugação que se consolidou com a evolução do latim para as línguas românicas.
Formação e Consolidação no Português
A conjugação verbal que inclui 'pensasses' se estabeleceu nas línguas românicas a partir do latim. Em português, o pretérito imperfeito do subjuntivo, com suas terminações características como '-asse', '-asses', '-asse', '-ássemos', '-ásseis', '-assem', tornou-se parte integrante da gramática, utilizada para expressar desejos, hipóteses, dúvidas ou ações condicionais no passado.
Uso Contemporâneo e Formalidade
Atualmente, 'pensasses' é uma forma verbal formal, encontrada predominantemente em textos literários, discursos formais, e na escrita gramaticalmente correta. Seu uso em conversas informais é raro, sendo substituído por construções mais simples ou outras formas verbais.
Do latim 'pensare', significando pesar, considerar, refletir.