perecedouro
Do latim 'peritura', particípio futuro de 'perire', morrer.
Origem
Do latim 'perire' (perecer, morrer) + sufixo '-edouro' (indicador de agente ou qualidade).
Mudanças de sentido
Associado à condição mortal e efêmera da existência humana e das coisas terrenas, em oposição à imortalidade divina.
Mantém o sentido de 'suscetível de perecer', 'mortal', 'efêmero', 'transiente'. Raramente usado em contextos informais.
A palavra 'perecedouro' evoca uma sensação de melancolia e finitude, sendo frequentemente empregada em poesia e literatura para realçar a brevidade da vida ou a natureza transitória de bens materiais e sentimentos.
Primeiro registro
A forma latina 'peritura' (futuro de 'perire') já indicava o que estava destinado a perecer. A forma adjetival 'perecedouro' se consolida no português a partir do latim vulgar e sua evolução.
Momentos culturais
Presente em obras de autores como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e Fernando Pessoa (em sua obra em português), onde a efemeridade da vida e a passagem do tempo são temas recorrentes.
Vida emocional
A palavra carrega um peso de melancolia, finitude e transitoriedade. Evoca sentimentos de perda iminente ou a consciência da impermanência.
Representações
Pode aparecer em trilhas sonoras de filmes ou novelas com temas existenciais ou históricos, em diálogos que buscam um tom mais poético ou filosófico.
Comparações culturais
Inglês: 'perishable', 'mortal', 'transient'. Espanhol: 'perecedero', 'mortal', 'efímero'. Francês: 'périssable', 'mortel', 'éphémère'. Italiano: 'peribile', 'mortale', 'effimero'.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'perecedouro' é um termo de uso restrito, mais comum em contextos literários, filosóficos ou em reflexões sobre a condição humana e a passagem do tempo. Sua sonoridade e conotação poética o mantêm vivo em nichos específicos da linguagem.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Derivado do latim 'perire' (cair, perecer, morrer) com o sufixo '-edouro' (indicador de agente ou qualidade). A palavra 'perecedouro' surge como um adjetivo para descrever algo sujeito à decadência e ao fim.
Uso Medieval e Moderno Inicial
Idade Média ao Século XVIII - Utilizado em contextos filosóficos e religiosos para contrastar o efêmero da vida terrena com a eternidade. A palavra carrega um peso de transitoriedade e fragilidade.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XIX até a Atualidade - Mantém seu sentido original, mas com maior frequência em textos literários, poéticos e reflexivos. No português brasileiro, a palavra é menos comum no discurso cotidiano, sendo mais encontrada em registros formais ou artísticos.
Do latim 'peritura', particípio futuro de 'perire', morrer.