perecimento
Derivado de 'perecer' + sufixo '-mento'.
Origem
Do verbo latino 'perecire', que significa 'morrer', 'desaparecer', 'ser destruído'. O substantivo 'perecimentum' deu origem ao termo.
Mudanças de sentido
Principalmente 'morte', 'ruína', 'destruição', com forte conotação de fim trágico ou inevitável.
O sentido de 'morte' ou 'destruição' se mantém, mas o uso da palavra se restringe a contextos mais formais ou literários, perdendo espaço para sinônimos mais comuns como 'morte', 'fim', 'destruição' ou 'desaparecimento' no discurso geral.
A palavra 'perecimento' é formal/dicionarizada, indicando um registro linguístico mais elevado e menos coloquial. Sua raridade no uso diário pode ser comparada à de termos como 'obituário' em vez de 'notícia de falecimento'.
Primeiro registro
Registros em textos latinos medievais e, posteriormente, em textos em português arcaico, frequentemente em documentos religiosos e legais.
Momentos culturais
Presente em textos que abordam temas de mortalidade, juízo final, tragédias e a efemeridade da vida, como em sermões, hinos e obras literárias com viés moralizante.
Vida emocional
Associada a sentimentos de perda, finalidade, tragédia e, por vezes, a um tom solene ou dramático.
Comparações culturais
Inglês: 'Perishing' ou 'perishment' compartilham a mesma raiz latina e o sentido de morte ou destruição, sendo também termos formais. Espanhol: 'Perecimiento' é um termo menos comum, com 'muerte', 'ruina' ou 'desaparición' sendo mais usuais. Francês: 'Périssement' existe, mas 'mort', 'destruction' ou 'disparition' são preferidos no uso corrente.
Relevância atual
A palavra 'perecimento' é considerada formal e dicionarizada. Seu uso é restrito a contextos que exigem precisão terminológica, como em textos acadêmicos, jurídicos, literários ou históricos. No cotidiano, sinônimos mais diretos e menos formais são preferidos.
Origem Etimológica e Latim
Século XIII — Deriva do latim 'perecire', que significa 'morrer', 'desaparecer', 'ser destruído'. O termo 'perecimento' surge como substantivo abstrato para denotar o ato ou efeito de perecer.
Uso Medieval e Moderno
Idade Média ao século XIX — Utilizado em contextos religiosos e jurídicos para descrever a morte, a ruína ou a destruição, frequentemente associado a desastres naturais, guerras ou condenações.
Uso Contemporâneo
Século XX à Atualidade — Mantém seu sentido formal de morte ou destruição, mas seu uso se torna menos frequente em conversas cotidianas, sendo mais comum em textos formais, literários ou em contextos específicos que demandam precisão terminológica.
Derivado de 'perecer' + sufixo '-mento'.