performativo
Derivado de 'performance' (inglês) + sufixo '-ivo' (português).
Origem
Originada do inglês 'performative', cunhada por J.L. Austin para descrever enunciados que realizam uma ação ao serem proferidos (ex: 'Eu te batizo'). A raiz remonta ao verbo 'perform', do latim 'parare' (preparar) e 'facere' (fazer).
Mudanças de sentido
Inicialmente, em Austin, referia-se a atos de fala que realizam uma ação (atos performativos).
Judith Butler expande o conceito para a construção social de gênero, onde a identidade é performativa, ou seja, construída através de repetições de atos e normas sociais.
A noção de 'performativo' em Butler transcende a linguagem e abrange a própria constituição da identidade, especialmente a de gênero, como um efeito de repetição de normas e atos sociais, e não como uma essência preexistente.
Ampliado para descrever qualquer ação ou expressão que constitui ou manifesta uma realidade, identidade ou estado, muitas vezes com ênfase na artificialidade ou na construção social.
Primeiro registro
Publicação de 'How to Do Things with Words' de J.L. Austin, onde o termo 'performative' é central.
Popularização do conceito em língua portuguesa através das traduções e estudos sobre a obra de Judith Butler.
Momentos culturais
A obra de Judith Butler, 'Problemas de Gênero', torna o conceito de performatividade central nos debates sobre identidade de gênero e teoria queer.
O conceito é aplicado em análises de performance artística, teatro, dança e outras manifestações culturais que exploram a relação entre representação e realidade.
Comparações culturais
Inglês: 'Performative' é amplamente utilizado em filosofia da linguagem, teoria queer e estudos culturais. Espanhol: 'Performativo' é um termo acadêmico comum, especialmente em filosofia e estudos de gênero, com uso similar ao português. Francês: 'Performatif' é usado em contextos filosóficos e linguísticos, com forte influência de Austin e Butler.
Relevância atual
O termo 'performativo' continua sendo fundamental para a análise crítica de como a linguagem, os atos sociais e as representações midiáticas moldam e constituem nossas realidades e identidades, sendo um conceito chave em debates acadêmicos e sociais contemporâneos.
Origem Etimológica
Deriva do inglês 'performative', termo cunhado pelo filósofo J.L. Austin em sua obra 'How to Do Things with Words' (1962), a partir do verbo 'perform' (realizar, executar).
Entrada e Adaptação no Português
A palavra 'performativo' foi gradualmente incorporada ao vocabulário acadêmico e crítico em língua portuguesa, especialmente a partir das últimas décadas do século XX, com a disseminação das teorias de Austin e Judith Butler.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'performativo' é amplamente utilizado em áreas como filosofia, sociologia, estudos de gênero, artes cênicas e crítica cultural, referindo-se a atos que não apenas descrevem, mas também realizam ou constituem algo, como a linguagem que cria realidades sociais ou identidades.
Derivado de 'performance' (inglês) + sufixo '-ivo' (português).