perlocutório
Do grego 'perí' (ao redor, em torno) + 'lógos' (palavra, discurso) + sufixo '-tório'.
Origem
Deriva do latim 'per-' (através de, completamente) e 'locutio' (fala, ato de falar). O termo foi desenvolvido na filosofia da linguagem, especialmente por J.L. Austin em sua obra 'How to Do Things with Words', para descrever o efeito que um enunciado tem sobre o ouvinte.
Mudanças de sentido
Originalmente definido como o efeito ou consequência de um ato de fala, distinguindo-se da força ilocucionária (a intenção do falante) e do conteúdo proposicional (o que é dito).
O conceito de 'perlocutório' é fundamental para a teoria dos atos de fala, pois abrange as reações, sentimentos ou ações que um falante provoca no ouvinte através de suas palavras. Por exemplo, persuadir, assustar, alegrar ou ofender são efeitos perlocutórios.
Mantém seu sentido técnico original em estudos acadêmicos.
A palavra 'perlocutório' raramente transborda para o uso coloquial, mantendo-se como um termo especializado dentro da academia. Sua aplicação é estritamente ligada à análise da comunicação e da linguagem em seus aspectos pragmáticos.
Primeiro registro
O conceito foi introduzido por J.L. Austin em suas palestras na Universidade de Harvard em 1955, publicadas postumamente em 1962 como 'How to Do Things with Words'. A disseminação no Brasil ocorreu através de traduções e estudos acadêmicos posteriores.
Comparações culturais
Inglês: 'perlocutionary' (termo original cunhado por J.L. Austin). Espanhol: 'perlocutorio' (termo direto e com o mesmo sentido técnico). Francês: 'perlocutoire' (termo similar em estudos de linguística e filosofia da linguagem).
Relevância atual
A relevância de 'perlocutório' reside em sua precisão conceitual para a análise da pragmática da linguagem. É uma ferramenta essencial para linguistas, filósofos e comunicólogos que investigam como a linguagem funciona no mundo real e os efeitos que ela produz.
Origem Etimológica
Século XX — termo cunhado na filosofia da linguagem, derivado do latim 'per-' (através de, completamente) e 'locutio' (fala, ato de falar), referindo-se ao efeito da fala.
Entrada na Língua Portuguesa
Meados do século XX — introduzido no meio acadêmico e filosófico brasileiro através de traduções e estudos sobre a teoria dos atos de fala, notadamente J.L. Austin e John Searle.
Uso Contemporâneo
Atualidade — termo técnico em linguística, filosofia da linguagem e áreas correlatas, com uso restrito a contextos acadêmicos e de pesquisa.
Do grego 'perí' (ao redor, em torno) + 'lógos' (palavra, discurso) + sufixo '-tório'.