permitamos
Do latim 'permittere'.
Origem
Deriva do verbo latino 'permittere', que significa 'deixar ir', 'enviar através', 'conceder'. A raiz 'mittere' (enviar) combinada com o prefixo 'per' (através, completamente) confere a ideia de deixar algo seguir seu curso ou de conceder algo plenamente.
Mudanças de sentido
O sentido de 'conceder', 'autorizar', 'deixar que algo aconteça' é mantido desde a origem latina. A forma 'permitamos' sempre carregou a nuance de uma ação coletiva desejada ou autorizada.
A evolução semântica do verbo 'permittere' para 'permitir' no português manteve a essência de dar licença ou não impedir. A conjugação no subjuntivo, como em 'permitamos', adiciona a camada de subjetividade, desejo ou condição.
O sentido permanece estável como 'conceder permissão', 'autorizar', 'deixar que algo ocorra'. O uso de 'permitamos' é mais restrito a contextos formais ou literários, onde a conjugação no subjuntivo é gramaticalmente apropriada para expressar um desejo coletivo ou uma condição.
Em contextos informais, formas como 'vamos permitir' ou construções mais diretas podem substituir 'permitamos', mas a forma verbal em si não sofreu alteração de significado.
Primeiro registro
Registros do verbo 'permitir' e suas conjugações, incluindo o subjuntivo, podem ser encontrados em textos da Idade Média portuguesa, como crônicas e documentos legais, indicando sua presença desde os primórdios da língua.
Momentos culturais
A forma 'permitamos' aparece em textos literários e religiosos, frequentemente em orações ou reflexões que expressam um desejo coletivo por intervenção divina ou por uma condição favorável, como em 'Deus, permitamos que...'.
Em documentos e discursos formais, 'permitamos' pode ser usado para expressar a vontade de um grupo ou instituição em autorizar ou possibilitar algo, como em 'Nós, os representantes, permitamos que a lei seja aplicada'.
Vida emocional
A palavra 'permitamos' carrega um peso de formalidade e, em certos contextos, de esperança ou súplica coletiva. Não evoca emoções fortes ou negativas, mas sim uma conotação de consentimento, desejo ou condição.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'let us permit' ou 'may we permit', ambas expressando um desejo ou permissão coletiva, com 'may' adicionando uma camada de possibilidade ou desejo. Espanhol: 'permitamos' é diretamente equivalente a 'permitamos' (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo de 'permitir'), mantendo a mesma função gramatical e semântica. Francês: 'permettons' (presente do indicativo) ou 'permettions' (presente do subjuntivo) seriam as formas mais próximas, com 'permettons' sendo mais comum em contextos informais para expressar desejo coletivo, enquanto 'permettions' é estritamente subjuntivo.
Relevância atual
Em 2024, 'permitamos' mantém sua relevância como uma forma verbal formal e gramaticalmente correta. Seu uso é mais comum em escrita formal, literatura e em contextos onde a polidez e a precisão gramatical são essenciais. Não é uma palavra de uso cotidiano em conversas informais, onde outras construções são preferidas.
Origem Latina e Formação
O verbo 'permitir' tem origem no latim 'permittere', composto por 'per' (através, completamente) e 'mittere' (enviar, deixar ir). A forma 'permitamos' é a primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo, indicando uma ação desejada, hipotética ou de comando em um contexto coletivo.
Entrada e Consolidação no Português
O verbo 'permitir' e suas conjugações, incluindo 'permitamos', foram incorporados ao léxico do português desde seus primórdios, com registros que remontam à Idade Média. A forma 'permitamos' sempre manteve sua função gramatical de expressar desejo, sugestão ou permissão em um contexto de 'nós'.
Uso Contemporâneo e Formal
Atualmente, 'permitamos' é uma forma verbal formal, encontrada em textos literários, discursos oficiais, documentos e em situações que exigem polidez e formalidade. É uma palavra dicionarizada, com uso estável em sua função gramatical.
Do latim 'permittere'.