picavam
Origem controversa, possivelmente do latim 'picare' (bicar) ou do grego 'píkros' (agudo, amargo).
Origem
Deriva do latim 'pica' (ave pega) ou 'picare' (picar, furar, morder). A forma 'picavam' é a conjugação do pretérito imperfeito do indicativo, plural, do verbo 'picar'.
Mudanças de sentido
Sentidos de ferir com ponta, morder (insetos), cortar em pedaços, incitar, estimular. 'Picavam' descrevia ações repetidas no passado.
Expansão para 'picar a roupa' (rasgar), 'picar o ponto' (registrar), 'picar a língua' (falar mal). 'Picavam' mantinha a função de descrever ações passadas nesses novos contextos.
Mantém os sentidos originais e expandidos, sendo uma forma verbal comum em diversos registros.
A palavra 'picavam' é encontrada em contextos que vão desde descrições de insetos picando no passado ('os mosquitos nos picavam sem parar') até ações figuradas como 'os comentários maldosos que o picavam'.
Primeiro registro
O verbo 'picar' e suas conjugações, incluindo 'picavam', já aparecem em textos em português arcaico, como em crônicas e documentos legais.
Momentos culturais
A forma 'picavam' é utilizada em narrativas para descrever ações concretas ou figuradas de forma vívida, como em relatos de batalhas ('as lanças os picavam') ou descrições da natureza ('as formigas picavam a folha').
Encontrada em obras que retratam o cotidiano rural ou urbano, comumente em passagens que descrevem picadas de insetos, cortes de alimentos, ou mesmo em sentido figurado de provocação ou incitação.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente mais próximo em termos de conjugação e sentido seria 'they were biting' ou 'they were stinging' (para insetos), 'they were cutting' (para cortar), ou 'they were provoking' (sentido figurado). Espanhol: 'picaban' (do verbo 'picar'), mantendo sentidos similares de morder, picar, cortar, e figurativamente, de incitar ou incomodar.
Relevância atual
'Picavam' é uma forma verbal perfeitamente compreendida e utilizada na língua portuguesa brasileira, especialmente em contextos que remetem ao passado. Sua relevância reside na sua função gramatical de descrever ações contínuas ou habituais em um tempo pretérito, mantendo a riqueza semântica do verbo 'picar'.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI d.C. - Deriva do latim 'pica', que significa pega (ave), ou de 'picare', que significa picar, furar, morder. A forma verbal 'picavam' surge da conjugação do verbo 'picar' no pretérito imperfeito do indicativo, plural.
Formação do Português e Primeiros Usos
Séculos XII-XIII - O verbo 'picar' já estava consolidado no português arcaico, com sentidos de ferir com ponta, morder (insetos), cortar em pedaços pequenos, e também no sentido figurado de incitar, estimular. 'Picavam' era usado para descrever ações repetidas no passado.
Evolução de Sentidos e Usos
Séculos XV-XIX - O verbo 'picar' expande seus usos para incluir 'picar a roupa' (rasgar), 'picar o ponto' (registrar chegada/saída), 'picar a língua' (falar mal). 'Picavam' continuava a descrever ações passadas nesses diversos contextos.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade - 'Picavam' é uma forma verbal comum, encontrada em textos literários, históricos e conversacionais, referindo-se a ações passadas de picar, morder, cortar, ou figurativamente, de estimular ou incomodar. A palavra é formal/dicionarizada.
Origem controversa, possivelmente do latim 'picare' (bicar) ou do grego 'píkros' (agudo, amargo).