pilhagens

Derivado de 'pilhar'.

Origem

Século XIV

Do latim vulgar *pilare*, com o sentido de espoliar ou saquear. A origem exata de *pilare* é incerta, mas pode estar ligada a *pilus* (pelo), talvez em referência a arrancar cabelos ou despir alguém.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Entrada no português com o sentido literal de saque, roubo violento, espoliação, especialmente em contextos de guerra e pirataria.

Séculos XVII-XIX

Uso consolidado para descrever saques em guerras, revoltas e colonização, como nas invasões holandesas e conflitos internos no Brasil.

Séculos XX-XXI

Mantém o sentido literal em casos de conflitos, desastres e protestos. Ganha uso metafórico para descrever exploração excessiva ou roubo de propriedade intelectual, como em 'pilhagem de dados'.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em crônicas e documentos da época que descrevem saques em expedições marítimas e conflitos coloniais. A palavra 'pilhagem' e o verbo 'pilhar' já aparecem em textos literários e administrativos.

Momentos culturais

Século XVII

Descrições de saques e pilhagens em relatos sobre as invasões holandesas no Nordeste brasileiro, presentes em crônicas e obras literárias da época.

Século XIX

A palavra é usada em narrativas sobre conflitos internos, como a Guerra dos Farrapos, e em descrições de saques durante períodos de instabilidade política e social.

Atualidade

A palavra surge em notícias sobre saques durante protestos sociais (ex: Black Lives Matter em outros países, manifestações no Brasil) e em discussões sobre crimes cibernéticos e roubo de dados.

Conflitos sociais

Período Colonial

Associada a saques de populações indígenas e colonos por invasores estrangeiros ou grupos rivais.

Séculos XIX-XX

Utilizada para descrever saques em contextos de revoltas populares, guerras civis e crises econômicas.

Atualidade

Emprego frequente em reportagens sobre saques a supermercados, lojas e residências durante greves, protestos ou em situações de calamidade pública.

Vida emocional

A palavra carrega um peso negativo forte, associada à violência, perda, injustiça e desespero. Evoca sentimentos de medo, revolta e insegurança.

Vida digital

Termo frequentemente usado em notícias online e em discussões em redes sociais sobre saques em eventos de protesto ou desastres.

Aparece em contextos de crimes cibernéticos, como 'pilhagem de dados' ou 'pilhagem de contas'.

Representações

Cinema e Televisão

Cenas de pilhagem são comuns em filmes de guerra, épicos históricos, westerns e dramas sobre revoltas sociais ou desastres naturais, retratando a desordem e a violência.

Comparações culturais

Inglês: 'Pillage' ou 'plunder', com origem no francês antigo 'pilage', similar ao português. Espanhol: 'Pillaje' ou 'saqueo', também com raízes latinas e uso em contextos de guerra e roubo. Francês: 'Pillage', diretamente relacionado ao termo português e com a mesma origem etimológica.

Relevância atual

A palavra 'pilhagens' mantém sua relevância em contextos de conflito social, desastres naturais e criminalidade. Seu uso metafórico em discussões sobre exploração econômica e digital também a mantém presente no vocabulário contemporâneo.

Origem Etimológica

Século XIV — do latim vulgar *pilare*, que significa 'espoliar', 'saquear', derivado de *pilus* (pelo), possivelmente em referência a arrancar os cabelos em sinal de luto ou desespero, ou a despojar de vestes.

Entrada no Português

Séculos XV-XVI — A palavra 'pilhagem' e seu verbo 'pilhar' entram no vocabulário português, associados a saques em guerras, invasões e atos de pirataria, comuns no período das Grandes Navegações e conflitos coloniais.

Uso Histórico e Expansão

Séculos XVII-XIX — O termo é amplamente utilizado para descrever saques em contextos de guerra, revoltas e colonização, como as invasões holandesas no Brasil e conflitos internos. A palavra mantém seu sentido de roubo violento e espoliação de bens.

Uso Contemporâneo

Séculos XX-XXI — 'Pilhagens' continua a ser usada em contextos de conflito, desastres naturais e protestos sociais que resultam em saques. A palavra também pode ser usada metaforicamente para descrever a exploração excessiva ou o roubo de propriedade intelectual.

pilhagens

Derivado de 'pilhar'.

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