pleonasmo

Do grego 'pleonasmos', de 'pleon' (mais) e 'asmos' (excesso).

Origem

Século IV a.C.

Do grego antigo 'pleonasmos' (πλεονασμός), que significa 'excesso' ou 'redundância', derivado de 'pleon' (πλέον), 'mais'. Originalmente um termo retórico.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica

Termo retórico para descrever o uso de palavras supérfluas para dar ênfase ou clareza.

Idade Média ao Século XVIII

Passa a ser visto predominantemente como um vício de linguagem, um erro gramatical ou de estilo, especialmente em textos formais e acadêmicos.

Século XIX em diante

Reconhecimento dual: ainda um vício, mas também uma figura de linguagem intencional para reforço expressivo, como em 'subir para cima' ou 'sair para fora'.

A distinção entre pleonasmo vicioso e pleonasmo enfático torna-se um ponto de debate na linguística e na educação.

Primeiro registro

Antiguidade Clássica

Registros em tratados de retórica grega e latina, como os de Aristóteles e Cícero, que discutiam figuras de linguagem.

Português

Presença em gramáticas e obras literárias a partir do Renascimento, com discussões sobre a correção linguística.

Momentos culturais

Século XX

Popularização em manuais de redação e em aulas de português como exemplo de erro a ser evitado, mas também como figura de estilo em discursos e textos literários.

Atualidade

Continua sendo um tópico recorrente em discussões sobre norma culta, linguagem coloquial e humor verbal.

Conflitos sociais

Século XX em diante

Debates sobre a rigidez da norma culta versus a expressividade da linguagem popular. O pleonasmo é frequentemente usado como argumento para criticar a 'falta de educação' de falantes, gerando preconceito linguístico.

Vida emocional

Século XX em diante

Associado a sentimentos de correção, erro, didatismo (na escola) e, por vezes, a um certo humor irônico quando usado intencionalmente.

Vida digital

Anos 2000 - Atualidade

O termo é frequentemente discutido em blogs, fóruns e redes sociais. Exemplos de pleonasmos são compartilhados em posts humorísticos e em discussões sobre gramática. Termos como 'subir para cima' e 'entrar para dentro' são exemplos comuns.

Atualidade

Viraliza em memes e vídeos curtos que exploram a redundância de forma cômica ou para ilustrar um ponto.

Representações

Século XX - Atualidade

Personagens em novelas, filmes e programas de TV podem usar pleonasmos para caracterizar sua fala, seja como sinal de simplicidade, falta de instrução ou humor.

Comparações culturais

Contemporaneidade

Inglês: 'pleonasm' (ex: 'added bonus', 'free gift'). Espanhol: 'pleonasmo' (ex: 'subir arriba', 'salir afuera'). Ambos os idiomas compartilham a origem grega e a dualidade entre vício e figura de estilo. O francês usa 'pléonasme' com sentido similar.

Relevância atual

Atualidade

O pleonasmo continua sendo um conceito fundamental no estudo da linguagem, tanto na perspectiva normativa quanto na descritiva. É um exemplo claro de como a redundância pode ser tanto um erro quanto uma ferramenta expressiva, refletindo a dinâmica e a riqueza da comunicação humana.

Origem Etimológica e Antiguidade

Século IV a.C. — do grego antigo 'pleonasmos' (πλεονασμός), significando 'excesso', 'redundância', derivado de 'pleon' (πλέον), 'mais'.

Entrada e Consolidação no Português

Idade Média/Renascimento — A palavra entra no vocabulário português, possivelmente através do latim 'pleonasmus', mantendo seu sentido de excesso ou redundância, especialmente em contextos retóricos e gramaticais.

Uso Moderno e Contemporâneo

Séculos XIX-XXI — O termo se consolida na gramática normativa e na crítica literária como um vício de linguagem, mas também é reconhecido como figura de estilo para ênfase. Sua percepção varia entre o erro e a intenção expressiva.

pleonasmo

Do grego 'pleonasmos', de 'pleon' (mais) e 'asmos' (excesso).

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