pleonasmo
Do grego 'pleonasmos', de 'pleon' (mais) e 'asmos' (excesso).
Origem
Do grego antigo 'pleonasmos' (πλεονασμός), que significa 'excesso' ou 'redundância', derivado de 'pleon' (πλέον), 'mais'. Originalmente um termo retórico.
Mudanças de sentido
Termo retórico para descrever o uso de palavras supérfluas para dar ênfase ou clareza.
Passa a ser visto predominantemente como um vício de linguagem, um erro gramatical ou de estilo, especialmente em textos formais e acadêmicos.
Reconhecimento dual: ainda um vício, mas também uma figura de linguagem intencional para reforço expressivo, como em 'subir para cima' ou 'sair para fora'.
A distinção entre pleonasmo vicioso e pleonasmo enfático torna-se um ponto de debate na linguística e na educação.
Primeiro registro
Registros em tratados de retórica grega e latina, como os de Aristóteles e Cícero, que discutiam figuras de linguagem.
Presença em gramáticas e obras literárias a partir do Renascimento, com discussões sobre a correção linguística.
Momentos culturais
Popularização em manuais de redação e em aulas de português como exemplo de erro a ser evitado, mas também como figura de estilo em discursos e textos literários.
Continua sendo um tópico recorrente em discussões sobre norma culta, linguagem coloquial e humor verbal.
Conflitos sociais
Debates sobre a rigidez da norma culta versus a expressividade da linguagem popular. O pleonasmo é frequentemente usado como argumento para criticar a 'falta de educação' de falantes, gerando preconceito linguístico.
Vida emocional
Associado a sentimentos de correção, erro, didatismo (na escola) e, por vezes, a um certo humor irônico quando usado intencionalmente.
Vida digital
O termo é frequentemente discutido em blogs, fóruns e redes sociais. Exemplos de pleonasmos são compartilhados em posts humorísticos e em discussões sobre gramática. Termos como 'subir para cima' e 'entrar para dentro' são exemplos comuns.
Viraliza em memes e vídeos curtos que exploram a redundância de forma cômica ou para ilustrar um ponto.
Representações
Personagens em novelas, filmes e programas de TV podem usar pleonasmos para caracterizar sua fala, seja como sinal de simplicidade, falta de instrução ou humor.
Comparações culturais
Inglês: 'pleonasm' (ex: 'added bonus', 'free gift'). Espanhol: 'pleonasmo' (ex: 'subir arriba', 'salir afuera'). Ambos os idiomas compartilham a origem grega e a dualidade entre vício e figura de estilo. O francês usa 'pléonasme' com sentido similar.
Relevância atual
O pleonasmo continua sendo um conceito fundamental no estudo da linguagem, tanto na perspectiva normativa quanto na descritiva. É um exemplo claro de como a redundância pode ser tanto um erro quanto uma ferramenta expressiva, refletindo a dinâmica e a riqueza da comunicação humana.
Origem Etimológica e Antiguidade
Século IV a.C. — do grego antigo 'pleonasmos' (πλεονασμός), significando 'excesso', 'redundância', derivado de 'pleon' (πλέον), 'mais'.
Entrada e Consolidação no Português
Idade Média/Renascimento — A palavra entra no vocabulário português, possivelmente através do latim 'pleonasmus', mantendo seu sentido de excesso ou redundância, especialmente em contextos retóricos e gramaticais.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI — O termo se consolida na gramática normativa e na crítica literária como um vício de linguagem, mas também é reconhecido como figura de estilo para ênfase. Sua percepção varia entre o erro e a intenção expressiva.
Do grego 'pleonasmos', de 'pleon' (mais) e 'asmos' (excesso).