pleonástico
Do grego pleonasmós, 'excesso', pelo latim pleonasmus.
Origem
Do grego 'pleonastikós', derivado de 'pleonasmos' (excesso, redundância), que por sua vez vem de 'pleíōn' (mais).
Adaptado para o latim como 'pleonasticus'.
Mudanças de sentido
Originalmente e em uso clássico, refere-se estritamente a figuras de linguagem com redundância intencional ou não.
Consolidou-se como termo técnico em gramática e retórica, descrevendo a repetição desnecessária de elementos de significado.
Mantém o sentido técnico, mas pode ser empregado informalmente para descrever qualquer tipo de excesso ou redundância.
Em contextos informais, 'pleonástico' pode ser usado para criticar uma ação, uma explicação ou um objeto que é desnecessariamente repetitivo ou que contém elementos supérfluos, extrapolando o uso estritamente linguístico.
Primeiro registro
A entrada de 'pleonástico' no português remonta a períodos em que a influência do latim e do grego era forte na formação do vocabulário erudito, provavelmente a partir do século XVI ou XVII em textos acadêmicos e literários.
Momentos culturais
Frequente em gramáticas normativas e tratados de retórica que buscavam a clareza e a concisão na escrita formal.
Continua sendo um termo chave em estudos linguísticos e literários, especialmente em análises de estilo e figuras de linguagem.
Vida digital
A palavra aparece em fóruns de discussão sobre gramática, em blogs de escrita e em artigos acadêmicos online. Menos comum em memes ou viralizações, mas pode surgir em contextos de humor sobre linguagem excessiva.
Comparações culturais
Inglês: 'pleonastic' (mesma origem e uso técnico em retórica e gramática). Espanhol: 'pleonástico' (idêntica origem e aplicação). Francês: 'pléonastique' (semelhante). Alemão: 'pleonastisch' (derivado do grego, com uso técnico).
Relevância atual
'Pleonástico' permanece um termo técnico relevante em linguística, retórica e estudos literários. Seu uso informal, embora menos frequente, reflete uma tendência a aplicar conceitos técnicos a situações cotidianas para descrever excessos.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Deriva do grego 'pleonastikós', relativo a 'pleonasmos', que significa 'excesso' ou 'redundância'. A palavra entrou no léxico português, provavelmente através do latim 'pleonasticus', em um período não especificado, mas consolidou-se em textos formais e acadêmicos.
Uso Formal e Literário
Ao longo dos séculos, 'pleonástico' foi predominantemente utilizado em contextos gramaticais, retóricos e literários para descrever construções que repetem desnecessariamente uma ideia. Sua presença é notável em manuais de estilo e estudos linguísticos.
Uso Contemporâneo e Digital
Atualmente, 'pleonástico' mantém seu sentido técnico em gramática e retórica. No entanto, em conversas informais, pode ser usado de forma mais ampla para descrever algo excessivo ou redundante em qualquer contexto, não apenas linguístico. Sua presença digital é mais comum em discussões sobre linguagem e escrita.
Do grego pleonasmós, 'excesso', pelo latim pleonasmus.