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porquanto

Formado por 'por' + 'quanto'.

Origem

Latim Medieval

Formada pela junção da preposição 'por' (do latim 'per') e do advérbio/conjunção 'quanto' (do latim 'quantus'). A combinação estabelece uma relação de causa ou explicação.

Mudanças de sentido

Latim Medieval - Atualidade

Originalmente e predominantemente, 'porquanto' funciona como conjunção explicativa ou causal, introduzindo o motivo ou a razão de algo. Raramente é usada com sentido final. Sua função primária de explicar ou justificar permaneceu estável.

Embora a função semântica central de 'porquanto' como explicativa ou causal tenha se mantido, seu registro de uso migrou significativamente do oral para o escrito formal. A complexidade de sua estrutura e a existência de sinônimos mais usuais no dia a dia (como 'porque', 'já que', 'visto que') contribuíram para sua restrição a contextos mais elaborados.

Primeiro registro

Séculos XIII-XIV

Registros em textos antigos da língua portuguesa, como crônicas e documentos legais, onde a conjunção já aparece com seu sentido explicativo/causal.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presente em documentos oficiais, leis e na literatura da época, como em obras de autores que buscavam um registro linguístico mais erudito.

Século XX

Continua a ser utilizada em textos acadêmicos, jurídicos e em obras literárias que prezam pela formalidade e pela riqueza vocabular.

Comparações culturais

Inglês: A conjunção 'forasmuch as' ou 'seeing that' cumpre função similar, mas é arcaica e raramente usada. O mais comum é 'because' ou 'since'. Espanhol: 'puesto que', 'ya que', 'dado que' são equivalentes mais próximos e de uso mais corrente que 'porquanto' em português. Francês: 'car', 'parce que', 'puisque' são os equivalentes usuais.

Relevância atual

Atualidade

Mantém relevância em contextos formais de escrita, como artigos científicos, teses, dissertações, petições judiciais e textos literários que buscam um registro mais elevado. Sua ausência na linguagem falada e informal a torna uma marca de formalidade e erudição.

Origem Etimológica

Formada pela preposição 'por' e o advérbio/conjunção 'quanto', ambos de origem latina. 'Por' deriva do latim 'per', indicando movimento, causa ou meio. 'Quanto' vem do latim 'quantus', significando 'o quão grande', 'a quantidade'. A junção sugere uma relação de causa ou explicação.

Entrada e Consolidação no Português

A conjunção 'porquanto' surge na língua portuguesa como uma forma de expressar causalidade ou explicação, similar a 'porque' ou 'visto que'. Seu uso é documentado desde os primeiros registros da língua, consolidando-se em textos literários e jurídicos.

Uso Formal e Contemporâneo

Mantém seu status de conjunção explicativa ou causal em contextos formais, como na escrita acadêmica, jurídica e literária. Em contrapartida, seu uso na linguagem coloquial é raro, sendo substituído por formas mais simples como 'porque', 'já que' ou 'como'.

porquanto

Formado por 'por' + 'quanto'.

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