Palavras

profanas

Do latim 'profanus', de 'pro' (fora) + 'fanum' (templo).

Origem

Antiguidade Clássica

Do latim 'profanus', significando 'fora do templo', 'não sagrado', derivado de 'pro-' (fora) e 'fanum' (templo).

Mudanças de sentido

Idade Média - Renascimento

Sentido primário de secular, mundano, oposto ao sagrado. Usado em textos religiosos e filosóficos para distinguir o divino do terreno.

Séculos XVII - XIX

Expansão para o sentido de irreverente, desrespeitoso, vulgar em relação ao sagrado ou sério. Também passou a significar não iniciado em mistérios ou conhecimentos específicos.

A palavra adquire uma conotação mais negativa, associada à falta de reverência ou ao conhecimento superficial, em contraste com o sentido mais neutro de 'secular'.

Atualidade

Mantém os sentidos de secular, mundano, desrespeitoso e não iniciado. É uma palavra formal, encontrada em dicionários e usada em contextos específicos.

O uso em contextos de 'profanação' (ato de profanar) ainda é comum, mas a forma adjetiva 'profanas' é menos frequente no discurso cotidiano informal, sendo mais comum em textos formais ou literários.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos religiosos e jurídicos medievais em português, refletindo o uso do latim eclesiástico e clássico.

Momentos culturais

Renascimento e Barroco

Frequente em debates teológicos e filosóficos, contrastando o sagrado com o profano na arte e na vida. Exemplo: 'O sagrado e o profano na obra de arte'.

Século XX

A palavra pode aparecer em discussões sobre a secularização da sociedade e a perda de valores religiosos tradicionais.

Conflitos sociais

Período Colonial e Imperial

Discussões sobre a influência de práticas 'profanas' (não católicas) em uma sociedade predominantemente religiosa.

Atualidade

Debates sobre a liberdade de expressão versus o respeito a símbolos e crenças religiosas, onde o termo 'profano' pode ser usado para acusar ou defender.

Vida emocional

A palavra carrega um peso de transgressão, desrespeito ou, em seu sentido mais neutro, de mundanidade e distanciamento do espiritual.

Representações

Literatura

Presente em obras que exploram o conflito entre o sagrado e o secular, o espiritual e o carnal.

Cinema e Televisão

Pode aparecer em diálogos que retratam personagens céticos, irreverentes ou em conflito com instituições religiosas.

Comparações culturais

Inglês: 'profane' (com sentido similar de secular, irreverente, vulgar). Espanhol: 'profano' (com sentido similar de secular, irreligioso, irreverente). Francês: 'profane' (com sentido similar). Italiano: 'profano' (com sentido similar).

Relevância atual

A palavra 'profanas' mantém sua relevância em discussões sobre secularismo, liberdade religiosa, ética e a distinção entre o sagrado e o mundano. É uma palavra formal, mas seu conceito subjacente é frequentemente debatido na sociedade contemporânea.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'profanus', que significa 'fora do templo', 'não sagrado'. Composto por 'pro-' (fora) e 'fanum' (templo).

Entrada e Uso Inicial no Português

A palavra 'profano' e suas variações, como 'profanas', foram incorporadas ao português através do latim, mantendo seu sentido original de secular, mundano, oposto ao sagrado. Seu uso se consolidou em textos religiosos e filosóficos.

Evolução e Diversificação de Sentido

Ao longo dos séculos, 'profanas' expandiu seu uso para descrever não apenas o que é secular, mas também o que é irreverente, desrespeitoso ou vulgar em relação a assuntos considerados sagrados ou sérios. Também passou a designar o que não é iniciado em conhecimentos ou ritos específicos.

Uso Contemporâneo

Atualmente, 'profanas' é uma palavra formal/dicionarizada, utilizada em contextos literários, acadêmicos e em discussões sobre religião, ética e cultura. Mantém os sentidos de secular, mundano, desrespeitoso e não iniciado.

profanas

Do latim 'profanus', de 'pro' (fora) + 'fanum' (templo).

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