propusera
Do latim 'proponere', composto de 'pro-' (à frente) e 'ponere' (pôr, colocar).
Origem
Do verbo latino 'proponere' (propor, colocar adiante), com a terminação '-era' do pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Mudanças de sentido
O sentido fundamental de 'ter proposto' ou 'ter apresentado algo antes de outro evento passado' permaneceu estável, mas o uso da forma sintética tornou-se menos frequente na linguagem oral.
A principal mudança não foi semântica, mas sim estilística e de frequência de uso. A forma analítica 'tinha proposto' ou 'havia proposto' ganhou proeminência na fala e na escrita informal, relegando 'propusera' a registros mais formais e literários.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais, onde a morfologia verbal latina era mais diretamente replicada.
Momentos culturais
Presente em obras de Camões e outros autores clássicos, demonstrando o uso da forma sintética em narrativas épicas e líricas.
Utilizada em romances históricos e textos acadêmicos que buscavam um registro linguístico mais erudito.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples ('had proposed') tem um uso similar ao português, indicando uma ação anterior a outra no passado, e é comum na escrita formal. Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto de indicativo ('había propuesto' ou 'hubo propuesto') cumpre função análoga, sendo a forma sintética ('propuso') mais rara em alguns contextos, similar à tendência do português. Francês: O 'plus-que-parfait' ('avait proposé') também é usado para ações anteriores no passado e é comum na escrita.
Relevância atual
A palavra 'propusera' é considerada formal e, em muitos contextos no Brasil, soa arcaica ou excessivamente pedante na linguagem falada. Seu uso é restrito a contextos acadêmicos, jurídicos ou literários que prezam pela norma culta sintética. A forma analítica ('tinha proposto', 'havia proposto') domina a comunicação corrente. (corpus_girias_regionais.txt)
Origem Etimológica
Deriva do latim 'proponere', que significa colocar adiante, apresentar, sugerir. O sufixo '-era' indica o pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
Entrada e Evolução no Português
A forma 'propusera' e outras conjugações do pretérito mais-que-perfeito simples foram consolidadas no português arcaico, mantendo sua função gramatical de indicar uma ação anterior a outra ação passada.
Uso Formal e Literário
A palavra 'propusera' é predominantemente encontrada em textos formais, literários e acadêmicos, onde a precisão gramatical é valorizada. Seu uso é mais comum na escrita do que na fala cotidiana.
Uso Contemporâneo
Embora gramaticalmente correta, a forma 'propusera' é raramente utilizada na linguagem falada contemporânea no Brasil, sendo frequentemente substituída por construções analíticas como 'tinha proposto' ou 'havia proposto'. Permanece em uso em contextos que exigem a forma sintética.
Do latim 'proponere', composto de 'pro-' (à frente) e 'ponere' (pôr, colocar).