putativas
Do latim putativus, 'que se supõe', derivado de putare, 'pensar, crer, estimar'.
Origem
Do latim 'putativus', significando 'presumido', 'suposto', 'que se tem por certo'.
Mudanças de sentido
Sentido original de 'presumido' ou 'suposto', sem necessidade de prova concreta.
Manutenção do sentido original, com forte especialização em contextos jurídicos e formais.
A palavra 'putativas' manteve seu sentido etimológico de 'presumido' ou 'suposto' ao longo dos séculos. Sua principal evolução reside na especialização de uso, tornando-se um termo técnico, particularmente no direito, para descrever situações onde algo é considerado válido ou existente com base em uma crença ou aparência, mesmo que posteriormente se prove o contrário. Exemplos clássicos incluem 'casamento putativo' ou 'união putativa', onde a validade de um ato é reconhecida em relação a terceiros de boa-fé, apesar de um vício posterior.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e teológicos em latim que influenciaram o português.
Incorporação gradual em documentos legais e literários em português.
Momentos culturais
Presença em debates sobre direito de família e filiação em textos acadêmicos e jurídicos.
Comparações culturais
Inglês: 'putative' (usado em contextos legais similares, como 'putative father' - pai putativo). Espanhol: 'putativo/a' (com o mesmo sentido jurídico de presumido ou suposto, como em 'matrimonio putativo').
Relevância atual
A palavra 'putativas' mantém sua relevância primariamente no campo jurídico, sendo essencial para a precisão terminológica em discussões sobre validade de atos, direitos e deveres em situações onde a aparência ou a crença inicial difere da realidade posterior. Fora do contexto legal, seu uso é extremamente restrito e pode soar arcaico ou excessivamente formal.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'putativus', que significa 'presumido', 'suposto', 'que se tem por certo'. A palavra chegou ao português através do latim vulgar, possivelmente com influências do latim eclesiástico, dado o seu uso em contextos legais e teológicos.
Evolução do Uso e Formalização
Idade Média ao Século XIX - O termo 'putativo' e suas variações, como 'putativas', foram gradualmente incorporados ao vocabulário jurídico e formal da língua portuguesa. Seu uso se consolidou em documentos legais, tratados e textos acadêmicos, mantendo o sentido de algo presumido ou suposto, mas não comprovado.
Uso Contemporâneo e Dicionarização
Século XX à Atualidade - 'Putativas' é reconhecida como uma palavra formal e dicionarizada no português brasileiro, frequentemente encontrada no plural feminino, especialmente em contextos jurídicos ('união putativa', 'filiação putativa'). Seu uso fora desses âmbitos é raro, mantendo um caráter técnico e específico.
Do latim putativus, 'que se supõe', derivado de putare, 'pensar, crer, estimar'.