quedes
Do latim 'quietare', que significa 'estar quieto', 'descansar'.
Origem
Deriva do verbo latino 'quietare', que significa 'tornar quieto', 'acalmar', 'parar'. Este, por sua vez, vem de 'quietus', que significa 'quieto', 'parado', 'em repouso'.
Evoluiu para o verbo 'quedar' em português, com o sentido de 'permanecer', 'ficar', 'deter-se'. A forma 'quedes' é uma conjugação específica (2ª pessoa do plural do presente do indicativo/imperativo) que se tornou arcaica.
Mudanças de sentido
Originalmente, 'quedes' significava 'onde estais?' ou 'onde vocês estão?', referindo-se à localização física de pessoas. Também podia ter o sentido de 'ficai aí', como uma ordem ou pedido para permanecer em um lugar.
A palavra 'quedes' perdeu seu uso prático na comunicação diária, tornando-se uma forma arcaica. Seu sentido original é compreendido, mas a forma em si é raramente utilizada fora de contextos literários ou históricos.
A forma verbal 'quedes' é um vestígio de conjugações verbais que foram gradualmente substituídas por formas mais analíticas ou por outras conjugações na língua falada e escrita. O verbo 'quedar' em si ainda existe, mas com usos mais restritos, como em 'quedar-se' (permanecer em um lugar).
Primeiro registro
Registros em textos literários e religiosos da época, como crônicas e obras de cunho moralizante, onde a conjugação era comum. A documentação exata do primeiro uso é difícil de precisar, mas sua presença é notável em textos que datam do início do português moderno.
Momentos culturais
Aparece em obras de autores como Luís de Camões, Fernão Lopes e em textos bíblicos traduzidos, onde a forma verbal era parte integrante da linguagem da época.
Utilizada em peças teatrais e poemas para evocar um tom mais formal, poético ou arcaico, conferindo um estilo específico à obra.
Comparações culturais
Inglês: Formas verbais arcaicas como 'where art thou?' (onde estais tu?) do inglês antigo ou do inglês shakespeariano têm um paralelo em termos de desuso e conotação literária. Espanhol: O espanhol possui formas verbais arcaicas semelhantes, como '¿dónde estáis?' (onde estais?), que, embora ainda compreendidas, soam mais formais ou literárias do que o uso cotidiano. Francês: O francês antigo também continha conjugações que hoje são consideradas arcaicas, como o uso de 'vous' em contextos onde hoje se usaria 'tu', ou formas verbais específicas que caíram em desuso.
Relevância atual
A palavra 'quedes' é considerada formal e arcaica. Seu uso é restrito a contextos literários, acadêmicos ou quando se deseja intencionalmente evocar um estilo antigo. Na comunicação cotidiana, é praticamente inexistente, sendo substituída por formas mais modernas e diretas. Sua relevância reside em sua importância histórica e etimológica para a compreensão da evolução da língua portuguesa.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'quedar' (do latim 'quietare', de 'quietus', quieto, parado), que significa permanecer, ficar. A forma 'quedes' é uma conjugação arcaica do verbo, especificamente a segunda pessoa do plural do presente do indicativo ou imperativo.
Uso Arcaico e Literário
Séculos XVI ao XIX — A forma 'quedes' é encontrada em textos literários e religiosos da época, mantendo seu sentido original de 'onde estais?' ou 'ficai aí'. Seu uso era restrito a contextos formais e estilizados.
Desuso e Presença Dicionarizada
Século XX até a atualidade — A forma 'quedes' cai em desuso na fala cotidiana, sendo substituída por 'onde estais?' ou 'onde vocês estão?'. Permanece como um registro dicionarizado e formal, reconhecido como parte do patrimônio linguístico.
Do latim 'quietare', que significa 'estar quieto', 'descansar'.