queimação

Derivado do verbo 'queimar' + sufixo '-ção'.

Origem

Século XVI

Formada a partir do verbo 'queimar' (do latim 'cremare') acrescido do sufixo '-ção', que denota ação ou efeito. Originalmente, referia-se à sensação de calor intenso ou ao ato de queimar.

Mudanças de sentido

Séculos XVII-XIX

Uso primariamente literal, associado a queimaduras, calor excessivo ou processos industriais como a queima de materiais.

Século XX

Expansão para o sentido figurado, descrevendo sensações de desconforto emocional, ansiedade ou aflição, como em 'sentir uma queimação no estômago' ou 'no peito'.

Essa transição para o figurado reflete uma maior introspecção e a nomeação de estados emocionais complexos, algo que se intensifica na literatura e na psicologia a partir do século XX.

Atualidade

Mantém os sentidos literal e figurado. Em contextos médicos, é sinônimo de azia ou pirose. Em linguagem coloquial, pode descrever frustração ou irritação intensa.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos da época indicam o uso da palavra com seu sentido literal de ardor ou calor intenso. (Referência: corpus_linguistico_historico.txt)

Momentos culturais

Século XX

Aparece em obras literárias e musicais para expressar angústia, paixão ou sofrimento, tanto físico quanto emocional.

Atualidade

Presente em diálogos de novelas e filmes para retratar desconforto físico (azia) ou emocional (nervosismo, paixão não correspondida).

Vida emocional

Século XX - Atualidade

Associada a sensações negativas como dor, desconforto, ansiedade, aflição e, em alguns contextos, paixão intensa. Carrega um peso de mal-estar físico ou psicológico.

Vida digital

Atualidade

Buscas online frequentemente relacionadas a 'queimação no estômago', 'azia' e 'refluxo', indicando um uso médico e de saúde. Também aparece em fóruns e redes sociais descrevendo desconfortos emocionais ou físicos.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'burning sensation', 'heartburn' (para azia), 'scorch'. Espanhol: 'ardor', 'quemazón', 'acidez' (para azia). O conceito de 'queimação' como desconforto físico e emocional é amplamente compartilhado, com variações lexicais específicas para contextos médicos e figurados.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'queimação' mantém sua relevância tanto no vocabulário médico, para descrever sintomas gastrointestinais, quanto na linguagem cotidiana para expressar desconforto físico ou emocional. Sua polissemia a torna uma palavra versátil e frequentemente utilizada.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XVI - Deriva do verbo 'queimar' (do latim 'cremare'), com o sufixo '-ção' indicando ação ou resultado. A palavra 'queimação' surge para descrever a sensação física de ardor.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XVII-XIX - Uso predominantemente literal, referindo-se a queimaduras físicas, calor intenso ou o ato de queimar em processos como a produção de cal ou cerâmica. Século XX - Expansão para o sentido figurado, descrevendo desconforto, aflição ou ansiedade intensa ('queimação no peito').

Uso Contemporâneo e Digital

Atualidade - Mantém o sentido literal (medicina, culinária) e o figurado (emoções, desconforto). Ganha novas nuances em contextos de saúde e bem-estar, como 'azia' ou 'refluxo'. Presente em gírias e expressões informais.

queimação

Derivado do verbo 'queimar' + sufixo '-ção'.

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