Palavras

queimas

Do verbo 'queimar'.

Origem

Latim Vulgar/Germânico

Deriva do verbo 'queimar', cuja origem é incerta, possivelmente do latim vulgar *calcinare (reduzir a cal) ou de uma raiz germânica. O substantivo 'queima' surge como o ato ou efeito de queimar.

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XIX

Predominantemente literal: incêndios, combustão, ato de queimar intencionalmente (colheitas, livros).

Século XX-Atualidade

Expansão para contextos agrícolas (queima controlada), ambientais (queimadas florestais) e figurados (queima de estoque). O plural 'queimas' é frequentemente associado a desastres ambientais.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e administrativos da época, descrevendo o ato de queimar em diversos contextos. (Referência: Corpus Textual Histórico do Português).

Momentos culturais

Século XX

A palavra 'queimadas' ganha destaque em debates sobre o uso da terra no Brasil, especialmente na Amazônia e no Cerrado, tornando-se um termo recorrente em notícias e documentários sobre desmatamento.

Atualidade

Termo central em discussões sobre sustentabilidade, política ambiental e crises climáticas, frequentemente associado a imagens de destruição e perda.

Conflitos sociais

Século XX-Atualidade

As 'queimas' (ou queimadas) são frequentemente ligadas a conflitos agrários, desmatamento ilegal, avanço da fronteira agrícola e disputas por terra, gerando tensões entre ruralistas, ambientalistas e comunidades tradicionais.

Vida emocional

Atualidade

A palavra carrega um peso emocional negativo significativo, associada a destruição, perda, poluição, perigo e tragédia. Evoca sentimentos de urgência, preocupação e, por vezes, impotência diante de desastres ambientais.

Vida digital

Atualidade

Altas buscas em motores de busca associadas a notícias sobre incêndios florestais, desmatamento e mudanças climáticas. Termo frequentemente usado em hashtags de protesto e conscientização ambiental (#QueimadasNão, #SOSAmazônia).

Representações

Século XX-Atualidade

Frequentemente retratadas em noticiários, documentários sobre meio ambiente e em obras de ficção que abordam temas como desastres naturais, conflitos sociais e a relação do homem com a natureza.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'burns' (literalmente), mas 'wildfires' (incêndios florestais) ou 'burnings' (em contextos mais gerais de destruição) são mais comuns para desastres ambientais. Espanhol: 'quemazones' ou 'incendios' (para incêndios florestais), 'quemas' (para o ato de queimar, especialmente em agricultura). Francês: 'brûlis' (queimada agrícola), 'incendies' (incêndios).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'queimas' (e seu derivado 'queimadas') é extremamente relevante no Brasil contemporâneo, sendo um termo central nas discussões sobre política ambiental, desmatamento, agronegócio, mudanças climáticas e a preservação de biomas como a Amazônia e o Cerrado. Sua carga semântica é fortemente associada a crises ecológicas e sociais.

Origem e Entrada no Português

Século XV/XVI — Deriva do verbo 'queimar', de origem incerta, possivelmente do latim vulgar *calcinare (reduzir a cal), ou de uma raiz germânica. A forma substantivada 'queima' surge para designar o ato ou efeito de queimar.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XVI-XIX — Uso predominante para descrever incêndios, combustão e o ato de queimar algo intencionalmente (ex: queima de colheitas, queima de livros). O plural 'queimas' é usado para se referir a múltiplos eventos de queima ou a uma grande área afetada.

Uso Moderno e Contemporâneo

Século XX-Atualidade — Mantém o sentido literal de combustão e incêndio, mas expande-se para contextos agrícolas (queima controlada), ambientais (queimadas florestais) e figurados (ex: 'queima de estoque'). O termo 'queimadas' torna-se central em discussões sobre desmatamento e mudanças climáticas.

queimas

Do verbo 'queimar'.

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