queixeira
Derivado de 'queixo'.
Origem
Deriva do latim 'mentum' (queixo), com o sufixo '-eira' que denota uma peça ou algo relacionado a uma função. A formação sugere 'aquilo que cobre o queixo'.
Mudanças de sentido
Peça de armadura que protegia o queixo e a garganta do cavaleiro.
Extensão do uso para descrever partes de selas de cavalos, especificamente a parte que protege o queixo do animal ou o encosto da sela.
A transição de um uso estritamente militar para um contexto equestre demonstra a adaptação do termo a diferentes equipamentos de proteção e montaria.
Sentido primário de peça de armadura, com o sentido equestre sendo menos comum e mais específico.
A palavra 'queixeira' é hoje encontrada predominantemente em museus, literatura histórica, ou em discussões sobre equipamentos de proteção antigos. O uso em selaria é mais técnico e restrito a especialistas.
Primeiro registro
Registros em inventários de armaduras e crônicas militares da época, indicando o uso em combate.
Momentos culturais
Aparece em descrições de cavaleiros e batalhas, como em romances de cavalaria e crônicas históricas, solidificando sua imagem como parte essencial da armadura.
Menções em obras que retratam a Idade Média ou em contextos de equitação, como em descrições de equipamentos de cavalos.
Comparações culturais
Inglês: 'Gorget' (para armadura) ou 'chin piece' (parte do capacete). Espanhol: 'Gorgeta' ou 'barbilla' (parte do capacete). Francês: 'Gorgette'. Italiano: 'Gorgiera'. O termo em português 'queixeira' é mais descritivo e direto em sua origem etimológica, ligando-se diretamente à parte do corpo que protege.
Relevância atual
A palavra 'queixeira' é formal e dicionarizada, com uso restrito a contextos históricos, de museologia, ou de terminologia especializada em armaduras e, secundariamente, em selaria. Não possui uso coloquial ou popular no português brasileiro contemporâneo.
Origem e Uso Medieval
Séculos XIV-XV — Deriva do latim 'mentum' (queixo), com o sufixo '-eira' indicando peça ou lugar. Usada em contextos de armaduras medievais.
Evolução e Novos Contextos
Séculos XVI-XIX — O termo mantém seu sentido original em contextos históricos e de vestuário militar, mas também pode aparecer em descrições de selaria equestre.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — A palavra 'queixeira' é formal e dicionarizada, referindo-se principalmente a peças de armadura ou, menos comum, a componentes de selas. Seu uso é restrito a contextos específicos.
Derivado de 'queixo'.