querermos
Do latim 'quaerere', significando 'procurar, pedir, desejar'.
Origem
Deriva do verbo latino 'volere', que significa querer, desejar. A forma verbal 'querermos' é uma evolução direta do latim vulgar para o galaico-português, mantendo a raiz e o sentido de desejo ou vontade.
Mudanças de sentido
O sentido fundamental de 'querer' (desejar, ter vontade) permaneceu estável. A forma 'querermos' especificamente, como futuro do subjuntivo, sempre expressou uma ação futura condicionada ou desejada por um grupo (nós). Não houve grandes ressignificações semânticas para esta forma verbal específica, mantendo-se fiel à sua origem.
A nuance de 'querermos' reside na sua função gramatical: expressar um desejo coletivo que pode ou não se concretizar, dependendo de circunstâncias futuras ou da própria vontade. Ex: 'Se quisermos ter sucesso, precisamos trabalhar duro.'
Primeiro registro
A forma 'querermos' e outras conjugações do futuro do subjuntivo já aparecem em textos do português arcaico, datados a partir do século XIII, em documentos legais, crônicas e textos religiosos, indicando sua presença desde os primórdios da língua.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de Camões a Machado de Assis e na música popular brasileira, onde expressa anseios coletivos, planos de futuro ou condições em canções de amor, protesto ou esperança. Ex: 'Se quisermos viver em paz...'
Vida emocional
Associada à esperança, planejamento, desejo coletivo e à incerteza do futuro. Carrega um peso de potencialidade e de ação conjunta, refletindo a aspiração de um grupo.
Vida digital
A forma 'querermos' aparece em discussões online sobre planos futuros, metas coletivas e em contextos de ativismo ou mobilização social. É comum em frases que iniciam planos ou propostas em fóruns, redes sociais e grupos de discussão.
Comparações culturais
Inglês: 'If we want' ou 'Should we want' (futuro do subjuntivo). Espanhol: 'Si quisiéramos' ou 'Cuando queramos' (subjuntivo, com nuances temporais e condicionais). Francês: 'Si nous voulons' (presente com valor de futuro) ou 'Si nous voulions' (imperfeito do subjuntivo para hipóteses mais remotas).
Relevância atual
A forma 'querermos' mantém sua relevância gramatical e semântica no português brasileiro, sendo essencial para a expressão de desejos, planos e condições futuras em contextos diversos, desde conversas cotidianas até discursos formais e literários.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do verbo latino 'volere' (querer, desejar), que evoluiu para o latim vulgar e, posteriormente, para o galaico-português. A forma 'querermos' é a primeira pessoa do plural do futuro do subjuntivo, indicando uma ação desejada ou hipotética no futuro, comum em construções condicionais e de desejo.
Evolução e Consolidação no Português
Idade Média ao Século XVIII — A forma 'querermos' já estava consolidada no português arcaico e se manteve estável nas gramáticas e na literatura. O uso reflete a necessidade de expressar desejos coletivos, planos futuros ou condições que dependem da vontade de um grupo.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XIX à Atualidade — A forma 'querermos' continua sendo a conjugação padrão para a primeira pessoa do plural do futuro do subjuntivo do verbo 'querer'. Seu uso é frequente em contextos formais e informais, expressando planos, esperanças, condições e desejos de um grupo.
Do latim 'quaerere', significando 'procurar, pedir, desejar'.