Palavras

quilha

Origem incerta, possivelmente do latim 'quilla' ou do grego 'kylix'.

Origem

Período Medieval

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *cuneola* (diminutivo de *cuneus*, cunha), pela forma pontiaguda, ou do grego *koinē* (comum), pela essencialidade na estrutura naval.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Entrada no português com o sentido primário de peça estrutural inferior de embarcações.

Séculos XVII-XIX

Consolidação do sentido náutico. Surgimento de um sentido secundário, menos comum, para parte óssea da orelha, por analogia.

Atualidade

Manutenção dos sentidos primário (náutico) e secundário (raro, orelha). Classificada como formal/dicionarizada.

A definição principal é 'Parte inferior e traseira do casco de uma embarcação'. A secundária é 'parte óssea da orelha'. Ambas são de uso restrito e formal.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Presença em documentos náuticos e léxicos da época, indicando sua incorporação ao vocabulário técnico marítimo português.

Momentos culturais

Era das Grandes Navegações

A palavra 'quilha' era fundamental no vocabulário de marinheiros, construtores navais e exploradores, associada à segurança e à capacidade de navegação das embarcações.

Comparações culturais

Idade Média - Atualidade

Inglês: 'keel', com o mesmo sentido náutico primário e também usado figurativamente para 'espinha dorsal' ou base. Espanhol: 'quilla', igualmente com o sentido náutico principal e, em alguns contextos, para a parte inferior de um capacete ou armadura. Francês: 'quille', primariamente para a peça naval, mas também para o pino de boliche ('quille de bowling').

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'quilha' mantém sua relevância no nicho da náutica e da construção naval. Seu uso fora desse contexto é mínimo, sendo mais comum em textos técnicos ou dicionários. Não possui forte presença na cultura popular ou digital.

Origem Etimológica

Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *cuneola*, diminutivo de *cuneus* (cunha), referindo-se à forma pontiaguda. Outra hipótese a liga ao grego *koinē* (comum), em referência à quilha como parte essencial e comum de embarcações.

Entrada no Português e Uso Marítimo

A palavra 'quilha' entra no vocabulário português, provavelmente através do contato com outras línguas românicas ou germânicas, para designar a peça fundamental na estrutura de embarcações. Seu uso é predominantemente técnico e ligado à navegação.

Evolução e Novos Sentidos

O sentido primário de 'quilha' como parte inferior do casco de uma embarcação se consolida. Em paralelo, surge um sentido figurado, menos comum, referindo-se à espinha dorsal ou à base de algo. A palavra é classificada como formal/dicionarizada.

Uso Contemporâneo

A palavra 'quilha' mantém seu uso técnico e formal no contexto náutico. A acepção relacionada à orelha é rara e restrita a contextos muito específicos, como anatomia ou terminologia médica antiga. A palavra é formal/dicionarizada, sem grande presença em linguagem coloquial ou digital.

quilha

Origem incerta, possivelmente do latim 'quilla' ou do grego 'kylix'.

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