quilha
Origem incerta, possivelmente do latim 'quilla' ou do grego 'kylix'.
Origem
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *cuneola* (diminutivo de *cuneus*, cunha), pela forma pontiaguda, ou do grego *koinē* (comum), pela essencialidade na estrutura naval.
Mudanças de sentido
Entrada no português com o sentido primário de peça estrutural inferior de embarcações.
Consolidação do sentido náutico. Surgimento de um sentido secundário, menos comum, para parte óssea da orelha, por analogia.
Manutenção dos sentidos primário (náutico) e secundário (raro, orelha). Classificada como formal/dicionarizada.
A definição principal é 'Parte inferior e traseira do casco de uma embarcação'. A secundária é 'parte óssea da orelha'. Ambas são de uso restrito e formal.
Primeiro registro
Presença em documentos náuticos e léxicos da época, indicando sua incorporação ao vocabulário técnico marítimo português.
Momentos culturais
A palavra 'quilha' era fundamental no vocabulário de marinheiros, construtores navais e exploradores, associada à segurança e à capacidade de navegação das embarcações.
Comparações culturais
Inglês: 'keel', com o mesmo sentido náutico primário e também usado figurativamente para 'espinha dorsal' ou base. Espanhol: 'quilla', igualmente com o sentido náutico principal e, em alguns contextos, para a parte inferior de um capacete ou armadura. Francês: 'quille', primariamente para a peça naval, mas também para o pino de boliche ('quille de bowling').
Relevância atual
A palavra 'quilha' mantém sua relevância no nicho da náutica e da construção naval. Seu uso fora desse contexto é mínimo, sendo mais comum em textos técnicos ou dicionários. Não possui forte presença na cultura popular ou digital.
Origem Etimológica
Origem incerta, possivelmente do latim vulgar *cuneola*, diminutivo de *cuneus* (cunha), referindo-se à forma pontiaguda. Outra hipótese a liga ao grego *koinē* (comum), em referência à quilha como parte essencial e comum de embarcações.
Entrada no Português e Uso Marítimo
A palavra 'quilha' entra no vocabulário português, provavelmente através do contato com outras línguas românicas ou germânicas, para designar a peça fundamental na estrutura de embarcações. Seu uso é predominantemente técnico e ligado à navegação.
Evolução e Novos Sentidos
O sentido primário de 'quilha' como parte inferior do casco de uma embarcação se consolida. Em paralelo, surge um sentido figurado, menos comum, referindo-se à espinha dorsal ou à base de algo. A palavra é classificada como formal/dicionarizada.
Uso Contemporâneo
A palavra 'quilha' mantém seu uso técnico e formal no contexto náutico. A acepção relacionada à orelha é rara e restrita a contextos muito específicos, como anatomia ou terminologia médica antiga. A palavra é formal/dicionarizada, sem grande presença em linguagem coloquial ou digital.
Origem incerta, possivelmente do latim 'quilla' ou do grego 'kylix'.