quimérico
Do grego 'khimairikós', relativo à Quimera (monstro mitológico).
Origem
Do grego 'khimairikós', derivado de 'kheímaira' (cabra), referindo-se à Quimera, criatura mítica composta por partes de diferentes animais, simbolizando o irreal e o monstruoso.
Adotado no latim como 'chimaericus', mantendo a conotação de fantástico e ilusório.
Mudanças de sentido
Predominantemente associado ao fantástico, ao mitológico e ao irreal, sem grandes variações.
Amplia-se o uso para descrever projetos grandiosos, mas impraticáveis, ou ideais românticos considerados inatingíveis. → ver detalhes
Na literatura romântica e em discussões filosóficas, 'quimérico' passou a descrever aspirações elevadas, sonhos idealizados ou visões utópicas que contrastavam com a realidade prosaica. O termo podia carregar tanto a admiração pela grandiosidade da visão quanto a crítica à sua falta de fundamento prático.
Mantém o sentido de irreal, ilusório, mas pode ser aplicado a planos ou ideias que, embora desafiadores, são perseguidos com grande idealismo. → ver detalhes
Hoje, 'quimérico' pode ser usado para descrever um objetivo extremamente ambicioso, quase impossível, mas que inspira. Em alguns contextos, pode soar como um elogio à audácia, enquanto em outros, reforça a ideia de algo fadado ao fracasso. A palavra 'quimera' em si, como substantivo, também é usada para designar um sonho ou plano irrealizável.
Primeiro registro
A entrada da palavra no vocabulário português é gradual, com registros mais consolidados a partir do período renascentista e, especialmente, no século XIX, em obras literárias e filosóficas.
Momentos culturais
Frequentemente utilizada em poemas e romances para descrever amores impossíveis, ideais de liberdade ou visões de um futuro utópico, contrastando com a realidade burguesa.
Em debates filosóficos, pode ser usada para criticar sistemas de pensamento ou propostas políticas consideradas abstratas e desconectadas da prática.
Representações
Personagens com objetivos 'quiméricos', tramas que envolvem a busca por algo inatingível.
Narrativas sobre sonhos impossíveis, invenções mirabolantes ou missões utópicas.
Comparações culturais
Inglês: 'chimerical' (semelhante em origem e sentido, derivado do grego 'kheimaíra' via latim). Espanhol: 'quimérico' (idêntico em origem e uso, também derivado do grego via latim). Francês: 'chimérique' (mesma raiz e significado). Alemão: 'chimärisch' (influência direta do grego/latim).
Relevância atual
A palavra 'quimérico' mantém sua força para descrever o irrealizável, o idealizado e o fantástico. É frequentemente usada em discussões sobre utopias, projetos ambiciosos e sonhos que desafiam a lógica prática, tanto em contextos formais quanto informais. A persistência do mito da Quimera na cultura ocidental garante a vitalidade do termo.
Origem Etimológica Grega
Deriva do grego 'khimairikós', relativo à Quimera, monstro mitológico com partes de leão, cabra e serpente, simbolizando o fantástico e o irreal.
Entrada no Português
A palavra 'quimérico' adentra a língua portuguesa através do latim 'chimaericus', mantendo o sentido de algo fantástico, imaginário ou irreal.
Uso Literário e Filosófico
Ganhou proeminência em contextos literários e filosóficos para descrever ideias, projetos ou desejos considerados inatingíveis ou puramente imaginativos.
Uso Contemporâneo
Mantém seu significado principal de irrealidade, mas também pode ser usado para descrever algo idealizado ou utópico, por vezes com conotação de admiração ou crítica.
Do grego 'khimairikós', relativo à Quimera (monstro mitológico).