quimera
Do grego 'kheima' (inverno, monstro de inverno), através do latim 'chimaera'.
Origem
Do grego Χίμαιρα (Chímaira), nome de um monstro mitológico com partes de diferentes animais (leão, cabra, serpente), que cuspia fogo. Representava o impossível e o fantástico.
Mudanças de sentido
Criatura mítica, monstro híbrido.
Fantasia, sonho irrealizável, algo inexistente.
O sentido figurado se desenvolve a partir da natureza fantástica da criatura mitológica, aplicando-o a ideias e projetos que não se concretizam ou que são puramente imaginários.
Projeto irrealizável, utopia, ilusão, fantasia.
A palavra é usada para descrever aspirações grandiosas, mas impraticáveis, ou para desqualificar ideias como meras fantasias sem base na realidade. Mantém a conotação de algo que não pode ser alcançado ou que não tem substância.
Primeiro registro
Registros na literatura grega antiga, como na Ilíada de Homero, descrevendo a criatura mitológica.
Entrada no latim medieval e, subsequentemente, nas línguas românicas, incluindo o português, com o sentido figurado.
Momentos culturais
A Quimera é um símbolo recorrente na arte e literatura clássica, representando o caos, o monstro a ser vencido ou o impossível.
A figura da quimera é explorada em obras literárias e artísticas como metáfora para a imaginação descontrolada ou para a busca de ideais inatingíveis.
A palavra é utilizada em discussões filosóficas e literárias sobre a natureza da realidade versus a imaginação e o idealismo.
Comparações culturais
Inglês: 'Chimera' mantém o sentido mitológico e figurado de uma coisa composta de partes díspares ou de uma fantasia irrealizável. Espanhol: 'Quimera' segue a mesma linha semântica do português, referindo-se a um ser mitológico e a um sonho ou projeto impossível. Francês: 'Chimère' possui significados semelhantes, tanto para a criatura mítica quanto para uma fantasia ou utopia.
Relevância atual
A palavra 'quimera' continua a ser utilizada no português brasileiro para descrever ideias, projetos ou desejos que são considerados irrealizáveis, utópicos ou meras fantasias. É comum em contextos literários, filosóficos e em discussões sobre a viabilidade de planos ou aspirações.
Origem Grega e Mitológica
Antiguidade Clássica — a palavra 'quimera' (do grego Χίμαιρα, Chímaira) origina-se na mitologia grega, referindo-se a um monstro híbrido com corpo de leão, cabeça de cabra e cauda de serpente, que cuspia fogo. Este ser representava o impossível e o fantástico.
Entrada no Português e Sentido Figurado
Séculos Medievais e Renascimento — a palavra entra no vocabulário português, mantendo seu sentido original de criatura mítica e, por extensão, de fantasia, sonho irrealizável ou algo que não existe na realidade. O uso se consolida em textos literários e filosóficos.
Evolução do Sentido e Uso Contemporâneo
Séculos XIX e XX — o sentido de 'projeto irrealizável' ou 'ilusão' se fortalece. A palavra é usada para descrever ideias utópicas ou planos sem fundamento prático. Na atualidade, 'quimera' mantém esses significados, sendo frequentemente empregada em contextos que contrastam o ideal com o real.
Do grego 'kheima' (inverno, monstro de inverno), através do latim 'chimaera'.