quintessência
Do grego koiné (κοινή) 'comum' + latim essentia 'essência'.
Origem
Do latim 'quinta essentia', que significa 'quinta essência'. Originalmente, referia-se ao quinto elemento (éter) na cosmologia aristotélica e na alquimia, considerado a substância mais pura e sutil que compunha os corpos celestes e a alma.
Mudanças de sentido
Sentido original: a substância mais pura, o quinto elemento, o éter. Usado em contextos de filosofia natural e alquimia.
Ampliação para o cerne, o mais importante, o mais característico de algo. Ex: 'a quintessência da poesia romântica'.
Mantém o sentido de essência pura, o exemplo perfeito ou o mais representativo de uma classe. Ex: 'Ele é a quintessência da elegância'.
Primeiro registro
Registros em textos de cunho filosófico e científico em português, refletindo a influência do latim medieval e do pensamento clássico. (Referência: corpus_linguistico_historico.txt)
Momentos culturais
Utilizada em críticas literárias e ensaios para descrever a essência de movimentos artísticos ou obras.
Presente em debates sobre a 'essência' da cultura brasileira ou de manifestações artísticas específicas.
Comparações culturais
Inglês: 'quintessence', com origem similar no latim e uso para descrever a essência mais pura ou o exemplo perfeito. Espanhol: 'quintaesencia', também derivada do latim e com sentido análogo. Francês: 'quintessence', seguindo a mesma linha etimológica e semântica.
Relevância atual
A palavra 'quintessência' é utilizada em contextos formais, acadêmicos, literários e em discursos que buscam expressar a pureza, o ápice ou o cerne de algo. Sua sonoridade e origem erudita conferem um tom de sofisticação ao discurso. (Referência: palavrasMeaningDB:quintessencia)
Origem Etimológica
Século XIV — do latim 'quinta essentia', referindo-se ao quinto elemento (éter) na filosofia aristotélica e alquimia, considerado a substância mais pura e essencial.
Entrada e Evolução no Português
Séculos XV-XVI — A palavra entra no português, mantendo o sentido filosófico e alquímico de essência pura ou o cerne de algo. Usada em contextos eruditos e científicos.
Uso Moderno e Ampliação de Sentido
Séculos XIX-XX — O sentido se expande para abranger o aspecto mais característico, o mais importante ou o mais puro de qualquer coisa, não apenas elementos físicos ou filosóficos. Torna-se comum em discussões literárias, artísticas e cotidianas.
Uso Contemporâneo
Atualidade — Mantém o sentido de essência pura, cerne, ou o exemplo mais perfeito de uma categoria. É uma palavra formal, dicionarizada, utilizada em contextos que exigem precisão e um certo grau de formalidade.
Do grego koiné (κοινή) 'comum' + latim essentia 'essência'.