quirografário
Do grego cheir (mão) + graphein (escrever).
Origem
Do grego 'cheir' (mão) e 'graphein' (escrever), significando 'escrito à mão'.
Mudanças de sentido
O termo 'quirografário' começa a ser aplicado a documentos e títulos de crédito que dependem da assinatura manual e da confiança na pessoa, em oposição a garantias reais (como hipotecas). → ver detalhes
No contexto jurídico e financeiro medieval e colonial, 'quirografário' designava obrigações ou títulos de dívida que não eram assegurados por bens tangíveis, mas sim pela fé e assinatura do devedor. Essa distinção era crucial para a avaliação de risco.
O sentido técnico se consolida no direito e na economia, referindo-se especificamente a títulos de crédito sem garantia real, como notas promissórias ou cheques, em contraste com títulos hipotecários ou pignoratícios.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e comerciais medievais, possivelmente em latim, com adaptações para as línguas vernáculas, incluindo o português.
Momentos culturais
A palavra aparece em discussões sobre legislação comercial e bancária no Brasil Imperial, refletindo a necessidade de formalizar transações financeiras.
Comparações culturais
Inglês: 'chirographic' (raro, mais comum 'unsecured' ou 'simple contract debt' para títulos sem garantia). Espanhol: 'quirografario' (uso similar ao português, em contextos jurídicos e financeiros). Francês: 'chirographaire' (também com uso técnico similar).
Relevância atual
A palavra 'quirografário' mantém sua relevância em nichos específicos do direito e das finanças, sendo essencial para a compreensão de instrumentos de crédito e obrigações legais. Sua presença é restrita a contextos formais e técnicos, não sendo de uso comum no cotidiano.
Origem Etimológica
Deriva do grego 'cheir' (mão) e 'graphein' (escrever), referindo-se à escrita manual. O termo 'quirografário' surge no contexto jurídico e financeiro.
Entrada na Língua Portuguesa
A palavra e seus derivados entram no vocabulário jurídico e comercial português, possivelmente a partir do latim medieval, com a formalização de contratos e títulos de crédito.
Uso Formal e Contemporâneo
Mantém seu sentido técnico em áreas como direito e finanças, referindo-se a títulos de dívida sem garantia real. É uma palavra formal, encontrada em documentos e discussões especializadas.
Do grego cheir (mão) + graphein (escrever).