rapou
Derivado do verbo 'rapar'.
Origem
Deriva do latim vulgar 'radulare', que significa raspar, remover a superfície. A raiz 'rad-' está presente em palavras como 'radical' e 'radicular'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de raspar, tosar, limpar a superfície.
Ampliação para raspar barba, cabelo, superfícies, além de limpar ou remover algo.
Desenvolvimento de sentidos coloquiais e regionais, como gastar dinheiro ('rapou a grana') ou conquistar alguém ('rapou a mina'). → ver detalhes
No Brasil, especialmente em contextos informais, 'rapar' pode significar gastar rapidamente todo o dinheiro disponível, como em 'ele rapou o salário todo em um dia'. Outra acepção coloquial, mais antiga e menos comum hoje, era a de conquistar ou seduzir uma pessoa, especialmente uma mulher ('rapou a mina'). O contexto RAG '4_lista_exaustiva_portugues.txt' identifica a palavra como formal/dicionarizada, o que sugere que o uso literal é o mais registrado em dicionários, enquanto as acepções coloquiais são mais de uso oral e regional.
Primeiro registro
Registros de formas verbais derivadas de 'radulare' em textos medievais em português.
Momentos culturais
A palavra e suas derivações aparecem em músicas populares e literatura regional, refletindo o uso coloquial em diferentes partes do Brasil.
Comparações culturais
Inglês: O verbo 'to shave' (raspar a barba) ou 'to scrape' (raspar uma superfície) são equivalentes literais. Expressões como 'he spent it all' ou 'he blew it all' podem corresponder a 'rapou a grana'. Espanhol: 'Rapar' existe com sentido similar (raspar cabeça/barba). 'Se lo gastó todo' ou 'lo despilfarró' para 'rapou a grana'. Francês: 'Raser' (raspar, barbear) ou 'gratter' (raspar). 'Il a tout dépensé' para 'rapou a grana'.
Relevância atual
O verbo 'rapar' e sua forma 'rapou' mantêm seu uso literal em contextos formais e dicionarizados. No entanto, as acepções coloquiais persistem na linguagem oral e informal, especialmente em certas regiões do Brasil, indicando uma vitalidade semântica que transcende o registro formal.
Origem Latina e Entrada no Português
Séculos XII-XIII — Derivado do latim vulgar 'radulare', relacionado a raspar, remover a superfície. A forma 'rapar' surge no português arcaico com o sentido de raspar, tosar, limpar.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XV-XVIII — O verbo 'rapar' se consolida com múltiplos usos: raspar barba, cabelo, superfícies. O pretérito perfeito 'rapou' é formado seguindo a conjugação verbal padrão.
Uso Contemporâneo e Ressignificações
Séculos XIX-XXI — 'Rapou' mantém seu sentido literal (ex: 'ele rapou a cabeça'), mas também adquire usos coloquiais e regionais, como em 'rapou a grana' (gastou tudo) ou 'rapou a mina' (conquistou a garota).
Derivado do verbo 'rapar'.