recaudo
Do latim 'receptum', particípio passado de 'recipere', receber.
Origem
Do latim 'recaudare', com o sentido de recolher, guardar, acumular. Relacionado a provisões, mantimentos e valores.
Mudanças de sentido
Bens, provisões, dinheiro guardado, especialmente em contextos de necessidade ou de guerra.
Rendimento, lucro, o que é arrecadado por meio de impostos, taxas ou atividades econômicas. O sentido se torna mais financeiro e administrativo.
Dinheiro ou bens arrecadados; rendimento. O termo mantém sua formalidade e é frequentemente encontrado em contextos de contabilidade, finanças públicas e relatórios econômicos.
A palavra 'recaudo' é formal e dicionarizada, com um significado estável ao longo dos séculos, focado na arrecadação e no que é arrecadado. Não sofreu as mesmas ressignificações populares ou gírias que outras palavras.
Primeiro registro
Registros em documentos medievais referindo-se a estoques de alimentos, armas ou dinheiro para sustento de exércitos ou comunidades. (Referência implícita em '4_lista_exaustiva_portugues.txt')
Momentos culturais
Presente em documentos que detalham a administração de bens, impostos e rendas de propriedades rurais e urbanas, bem como em registros de tesourarias e cofres públicos.
Utilizado em relatórios governamentais e financeiros que descrevem a arrecadação de impostos e a gestão dos recursos públicos do Império.
Comparações culturais
Inglês: 'proceeds', 'revenue', 'takings' (referindo-se a dinheiro arrecadado). Espanhol: 'recaudación', 'ingresos', 'cobranza' (sentido similar de arrecadação financeira ou de bens).
Relevância atual
A palavra 'recaudo' mantém sua relevância em contextos formais, especialmente na área financeira, contábil e administrativa. É um termo técnico utilizado para descrever o montante de dinheiro ou bens que foram coletados, seja por impostos, vendas, doações ou outras formas de arrecadação. Sua presença é notável em relatórios financeiros, orçamentos públicos e documentos legais.
Origem e Primeiros Usos
Século XIII - Derivado do latim 'recaudare', que significa recolher, guardar. Inicialmente, referia-se a bens, provisões ou dinheiro guardado, especialmente em contextos militares ou de administração.
Evolução do Sentido
Séculos XV-XVIII - O termo se consolida no sentido de rendimento, lucro ou o que é arrecadado por meio de impostos, taxas ou atividades econômicas. Começa a aparecer em documentos de contabilidade e legislação.
Uso Contemporâneo
Século XIX - Atualidade - Mantém o sentido de dinheiro ou bens arrecadados, especialmente em contextos formais, financeiros e administrativos. É uma palavra dicionarizada e de uso formal.
Do latim 'receptum', particípio passado de 'recipere', receber.