recitara
Do latim 'recitare', com o sufixo de tempo verbal.
Origem
Deriva do verbo latino 'recitare', que significa 'ler em voz alta', 'repetir', 'contar'. A forma 'recitara' é o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo.
Mudanças de sentido
O sentido original de 'ler em voz alta', 'contar', 'repetir' é mantido. A forma verbal 'recitara' expressa uma ação passada anterior a outra ação passada.
A forma verbal 'recitara' mantém seu sentido original, mas seu uso se restringe a contextos formais e literários. A preferência na fala cotidiana recai sobre as formas compostas ('tinha recitado', 'havia recitado').
A tendência geral das línguas românicas é a simplificação das formas verbais sintéticas em favor das formas analíticas (compostas). O pretérito mais-que-perfeito simples, como 'recitara', é um dos tempos verbais mais afetados por essa tendência, tornando-se arcaico na comunicação informal.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como crônicas e obras literárias medievais, onde a conjugação verbal era mais próxima do latim.
Momentos culturais
Presença em obras literárias clássicas, poesia e textos religiosos, onde a formalidade gramatical era valorizada. Exemplos podem ser encontrados em textos de Camões, Padre Antônio Vieira e outros autores do período.
Aparece em estudos gramaticais, livros didáticos e em obras literárias que buscam um estilo mais erudito ou arcaizante. O verbo 'recitar' em si permanece ativo, associado a declamação, memorização e performance.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito simples em inglês ('I had recited') também é uma forma sintética que caiu em desuso na fala cotidiana, sendo substituída pela forma composta ('I had recited'). Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto de indicativo ('yo había recitado') é a forma analítica que substituiu o pretérito mais-que-perfeito simples ('yo hube recitado') na maioria dos contextos, embora este último ainda possa ser encontrado em textos literários formais. Francês: O 'plus-que-parfait' ('j'avais récité') é a forma analítica predominante, com o 'passé simple' ('je récitai') e suas formas derivadas sendo mais literárias e menos comuns na fala.
Relevância atual
A forma 'recitara' é considerada gramaticalmente correta, mas arcaica e pouco usual na comunicação oral e escrita contemporânea. Sua relevância reside no estudo da gramática histórica e na compreensão de textos mais antigos. O verbo 'recitar' continua em uso, com significados como declamar, memorizar e apresentar.
Origem Latina e Formação Verbal
Latim vulgar (século V-VIII) - Derivado do verbo latino 'recitare', que significa 'ler em voz alta', 'repetir', 'contar'. O pretérito mais-que-perfeito simples ('recitara') se forma a partir do radical do pretérito perfeito do indicativo latino ('recitavi') + desinência '-ra'.
Entrada e Consolidação no Português
Idade Média - A forma 'recitara' entra no português arcaico, mantendo o sentido de 'ter recitado' ou 'havia recitado'. Era uma forma gramatical comum na literatura e na fala culta.
Uso na Língua Moderna e Contemporânea
Século XVI - Atualidade - A forma 'recitara' continua existindo na gramática normativa, embora seu uso no dia a dia seja raro, sendo frequentemente substituída por formas compostas como 'tinha recitado' ou 'havia recitado'. É encontrada predominantemente em textos literários, religiosos ou em contextos que exigem formalidade.
Do latim 'recitare', com o sufixo de tempo verbal.