Palavras

redondilha

Diminutivo de 'redonda', possivelmente referindo-se à forma arredondada ou à métrica regular.

Origem

Século XII-XIII

Do latim 'rotundellus', diminutivo de 'rotundus' (redondo). Inicialmente, referia-se a algo circular ou a uma forma de dança em roda. Na poesia, consolidou-se como verso de sete sílabas métricas (redondilha menor).

Mudanças de sentido

Século XII-XIII

Do sentido de 'circular' ou 'dança em roda' para a designação de um tipo específico de verso poético (sete sílabas).

Séculos XV-XVII

Consolidação como forma poética popular e erudita, associada à lírica e ao romanceiro.

Século XX-XXI

Mantém o sentido técnico-literário, sendo uma palavra formal/dicionarizada, essencial para a metrificação poética.

Primeiro registro

Século XII-XIII

Registros na lírica galego-portuguesa medieval, como nas cantigas de amigo e de amor.

Momentos culturais

Século XII-XIII

Popularização na lírica trovadoresca galego-portuguesa.

Séculos XV-XVI

Uso proeminente por Luís de Camões em suas obras líricas e épicas, consolidando a redondilha como forma clássica.

Século XX

Estudo e análise da redondilha em manuais de literatura e gramática, como parte fundamental do cânone poético.

Comparações culturais

Inglês: O conceito de 'meter' (métrica) e 'verse' (verso) é mais genérico, sem um termo específico equivalente à 'redondilha' para um número fixo de sílabas como sete. Poemas com métricas específicas existem, mas não há uma palavra de uso comum para 'verso de sete sílabas'. Espanhol: 'Redondilla' é um termo diretamente comparável, referindo-se a um verso de quatro sílabas (redondilla menor) ou sete sílabas (redondilla mayor), com rimas ABBA ou ABAB, respectivamente. A forma poética teve grande importância na literatura espanhola, especialmente no Siglo de Oro.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'redondilha' é um termo técnico-dicionarizado, fundamental para o estudo da métrica e da história da poesia em língua portuguesa. Sua relevância reside na análise literária e acadêmica, sendo parte do vocabulário formal de poetas, críticos e estudantes. Não possui uso coloquial ou digital expressivo, mas sua importância histórica e estrutural na poesia é inegável.

Origem e Consolidação Medieval

Século XII-XIII — A palavra 'redondilha' surge na Península Ibérica, derivada do latim 'rotundellus', diminutivo de 'rotundus' (redondo). Inicialmente, referia-se a algo circular ou a uma forma de dança em roda. Na poesia, o termo se consolidou para designar um verso de sete sílabas métricas, conhecido como redondilha menor, em oposição à redondilha maior (dez sílabas). Essa forma poética ganhou popularidade na lírica galego-portuguesa medieval.

Florescimento e Diversificação

Séculos XV-XVII — A redondilha se estabelece como um dos pilares da poesia em língua portuguesa, utilizada por grandes nomes como Camões. Sua métrica regular e sonoridade agradável a tornaram ideal para cantigas, romances e poemas líricos. A forma se espalha pelo Brasil Colônia, mantendo sua relevância literária.

Uso Contemporâneo e Ressignificação

Século XX-XXI — Embora a poesia formal com redondilhas tenha diminuído em popularidade em comparação com períodos anteriores, o termo 'redondilha' permanece firmemente registrado nos estudos literários e na história da poesia lusófona. É uma palavra formal/dicionarizada, essencial para a análise métrica e estilística da literatura em português. O uso em contextos informais é raro, mas a palavra é reconhecida por estudantes e estudiosos da língua.

redondilha

Diminutivo de 'redonda', possivelmente referindo-se à forma arredondada ou à métrica regular.

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