redundem
Do latim 'redundare', significando transbordar, sobejar.
Origem
Do latim 'redundare', significando transbordar, voltar, repetir, ser excessivo. A forma 'redundem' é a terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo ou a segunda pessoa do plural do imperativo afirmativo do verbo 'redundar'.
Mudanças de sentido
Inicialmente, o verbo 'redundar' e suas formas como 'redundem' eram usados para descrever algo que transbordava, que era abundante ou que se repetia. Podia ter uma conotação neutra ou até positiva de fartura.
O sentido evoluiu para o de ser supérfluo, desnecessário, em excesso, especialmente em contextos técnicos, administrativos e de comunicação. A ideia de 'redundância' passou a ser vista como ineficiência.
Em áreas como engenharia, TI e gestão, a redundância (ter mais do que o necessário) pode ser vista como uma falha de otimização, a menos que seja intencional para garantir segurança ou confiabilidade (redundância de sistemas).
A conotação negativa de excesso e desnecessariedade se mantém forte. A forma 'redundem' é menos comum no uso falado cotidiano, sendo mais encontrada em textos formais, acadêmicos ou técnicos.
Em discussões sobre 'minimalismo', 'eficiência' e 'desburocratização', a ideia de algo que 'redundem' é frequentemente criticada como um obstáculo.
Primeiro registro
Registros em textos literários e jurídicos da época, como em obras de Camões ou em documentos legais, onde o verbo 'redundar' e suas conjugações aparecem com o sentido de transbordar ou ser abundante.
Momentos culturais
O uso do termo 'redundante' (derivado de 'redundar') tornou-se comum em críticas literárias e artísticas para descrever excesso de palavras ou ideias. Na administração pública e privada, a busca por 'eliminar redundâncias' tornou-se um jargão comum.
Comparações culturais
Inglês: 'Redundant' (adjetivo) ou 'to be redundant' (verbo) carrega um forte sentido de ser desnecessário, supérfluo, ou de ter sido demitido por excesso de pessoal. Espanhol: 'Redundante' (adjetivo) e 'redundar' (verbo) possuem significados muito similares ao português, indicando excesso, repetição ou transbordamento, com uma conotação frequentemente negativa de ser desnecessário. Francês: 'Redondant' (adjetivo) e 'redondance' (substantivo) também se referem a excesso ou repetição, com uso em contextos técnicos e de comunicação.
Relevância atual
A forma verbal 'redundem' é formal e menos comum no dia a dia. O conceito de 'redundância' (e a ideia de que algo 'redundem') é frequentemente discutido em contextos de otimização de processos, comunicação clara e eficiência, onde o excesso é geralmente visto como um problema a ser evitado. Em áreas como engenharia de software e sistemas de informação, a 'redundância' pode ser uma estratégia deliberada para garantir a confiabilidade, o que cria uma dualidade de sentido dependendo do contexto.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do latim 'redundare', que significa transbordar, voltar, repetir. A forma 'redundem' é uma conjugação verbal específica.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XVI-XIX — Uso em contextos mais formais, literários e jurídicos, com o sentido de transbordar, ser excessivo ou repetir-se. Século XX — Consolidação do sentido de ser desnecessário, supérfluo ou em excesso, especialmente em contextos técnicos e administrativos.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XXI — A forma 'redundem' continua a ser utilizada em contextos formais, mas o verbo 'redundar' em si é frequentemente associado a excesso de informação ou a algo que não agrega valor. Em discussões sobre eficiência e otimização, a ideia de 'redundância' é vista negativamente.
Do latim 'redundare', significando transbordar, sobejar.