Palavras

regaço

Origem incerta, possivelmente do latim 'recipere' (receber) ou 'receptaculum' (receptáculo).

Origem

Período Medieval

Possível origem do latim 'recŭlus' (recôndito, escondido) ou do latim vulgar 'recŭlum', diminutivo de 'recus' (coisa), com sentido de 'lugar pequeno'. A raiz remete a 'recuo' ou 'recesso'.

Mudanças de sentido

Séculos XIV-XV

Sentido literal de dobras, recesso, parte interna.

Séculos XVI-XIX

Expansão para sentido figurado de colo, seio, abrigo, especialmente em contextos afetivos e de proteção maternal. Consolidação do sentido de 'parte interna da asa de um pássaro'.

Atualidade

Mantém os sentidos de dobras, recesso, parte interna da asa, e o sentido figurado de colo/abrigo, embora com uso mais restrito à linguagem formal e literária.

A palavra 'regaço' é classificada como formal/dicionarizada, indicando um uso mais preservado em textos escritos e em contextos que demandam um vocabulário mais elaborado. O sentido de 'colo materno' ou 'abrigo' carrega uma forte conotação de segurança e afeto.

Primeiro registro

Séculos XIV-XV

Registros em textos antigos da língua portuguesa, incluindo literatura e documentos.

Momentos culturais

Período Colonial e Imperial

Presença em poesias e prosas que evocam temas de maternidade, proteção e refúgio, associando o 'regaço' a um lugar de segurança e carinho.

Século XX

Utilizado em canções e obras literárias que exploram a nostalgia e a memória afetiva, frequentemente ligando o 'regaço' a lembranças da infância e do cuidado materno.

Vida emocional

Associada a sentimentos de segurança, acolhimento, proteção, ternura e intimidade. Evoca a imagem do colo materno e do refúgio seguro.

Comparações culturais

Inglês: 'lap' (colo), 'bosom' (seio, peito, em sentido figurado de afeto), 'fold' (dobra). Espanhol: 'regazo' (colo, seio, parte interna), 'doblez' (dobra). O espanhol 'regazo' é um cognato direto e compartilha grande parte dos sentidos afetivos e literais. O inglês 'lap' foca mais no colo físico, enquanto 'bosom' carrega uma carga emocional similar ao 'regaço' em seu uso figurado.

Relevância atual

A palavra 'regaço' é formal e dicionarizada, com uso mais restrito à literatura, poesia e contextos que buscam uma expressão mais elaborada e carregada de afeto. Embora não seja de uso corrente na linguagem coloquial, seu significado evoca imagens poderosas de proteção e intimidade, mantendo sua relevância em nichos específicos da comunicação e da arte.

Origem Etimológica

Origem incerta, possivelmente do latim 'recŭlus' (recôndito, escondido) ou do latim vulgar 'recŭlum', diminutivo de 'recus' (coisa), com sentido de 'lugar pequeno'. A raiz remete a 'recuo' ou 'recesso'.

Entrada na Língua Portuguesa

A palavra 'regaço' surge em textos antigos em português, com o sentido de dobras, recesso, ou parte interna. Sua presença é documentada em textos literários e religiosos.

Evolução de Sentido

O sentido de 'dobras de roupa' ou 'recesso' se mantém, mas expande-se para o sentido figurado de 'colo', 'seio', 'abrigo', especialmente em contextos de afeto e proteção maternal. A definição 'parte interna da asa de um pássaro' também se consolida.

Uso Contemporâneo

A palavra 'regaço' é formal e dicionarizada, encontrada em contextos literários, poéticos e em descrições mais formais. Seu uso é menos comum na linguagem coloquial cotidiana, mas mantém a carga afetiva e de proteção.

regaço

Origem incerta, possivelmente do latim 'recipere' (receber) ou 'receptaculum' (receptáculo).

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