regulamentara
Derivado do verbo 'regulamentar', que por sua vez vem do latim 'regula' (régua, regra).
Origem
Deriva do latim 'regula' (régua, norma, lei), com os sufixos '-mentum' (resultado) e '-ara' (terminação verbal do pretérito mais-que-perfeito do indicativo).
Mudanças de sentido
O verbo 'regulamentar' surgiu com o sentido de estabelecer regras. A forma 'regulamentara' especificamente denota uma ação de regulamentar que ocorreu antes de outra ação passada.
A forma verbal 'regulamentara' manteve seu sentido gramatical, mas seu uso se restringiu a contextos formais e arcaicos, sendo substituída por formas analíticas.
A principal mudança não foi semântica, mas de frequência e registro de uso. A forma sintética do pretérito mais-que-perfeito, como 'regulamentara', foi gradualmente cedendo espaço às formas analíticas compostas pelo verbo auxiliar 'ter' ou 'haver' (ex: 'tinha regulamentado', 'havia regulamentado') na maioria das variedades do português, incluindo o brasileiro.
Primeiro registro
Registros de uso do verbo 'regulamentar' e suas conjugações, incluindo o pretérito mais-que-perfeito, podem ser encontrados em documentos legais e literários da época, embora a data exata do primeiro registro de 'regulamentara' seja difícil de pinpointar sem acesso a um corpus linguístico exaustivo.
Momentos culturais
Presente em documentos legais e constitucionais que estabeleciam a estrutura do Estado brasileiro recém-independente, onde a formalidade da linguagem era primordial.
Pode aparecer em obras literárias que buscavam um estilo mais erudito ou em debates políticos que se referiam a leis e decretos anteriores.
Comparações culturais
Inglês: O pretérito mais-que-perfeito em inglês (ex: 'had regulated') é amplamente utilizado e não é considerado arcaico. Espanhol: O pretérito pluscuamperfecto do indicativo (ex: 'había regulado') também é de uso comum e não arcaico. O português brasileiro se distingue pela tendência à substituição das formas sintéticas por analíticas em tempos verbais como este.
Relevância atual
A forma 'regulamentara' é gramaticalmente válida, mas sua relevância na comunicação corrente é mínima. É uma palavra de nicho, restrita a contextos acadêmicos, jurídicos ou literários específicos, onde a precisão temporal e a formalidade são essenciais. A maioria dos falantes brasileiros optaria por 'tinha regulamentado' ou 'havia regulamentado'.
Origem Latina e Formação
A forma 'regulamentara' deriva do latim 'regula', que significa 'régua', 'norma', 'lei'. O sufixo '-mentum' indica o resultado de uma ação, e o sufixo '-ara' é uma terminação verbal que indica o pretérito mais-que-perfeito do indicativo, tempo verbal que expressa uma ação concluída antes de outra ação passada. A palavra 'regulamentar' em si, como verbo, tem origem mais recente, consolidando-se no português a partir do século XVII ou XVIII, com o sentido de estabelecer regras ou normas.
Consolidação e Uso Formal
O pretérito mais-que-perfeito do indicativo ('regulamentara') é uma forma verbal que, embora gramaticalmente correta, tornou-se arcaica e de uso restrito na linguagem falada e escrita contemporânea, especialmente no português brasileiro. Seu uso é mais comum em textos jurídicos, históricos ou literários que buscam um registro formal e preciso de ações passadas anteriores a outras ações passadas.
Uso Contemporâneo e Arcaísmo
No português brasileiro atual, a forma 'regulamentara' é raramente utilizada na comunicação cotidiana. É considerada uma forma gramaticalmente correta, mas estilisticamente formal e, para muitos falantes, arcaica. Seu uso é mais provável em documentos oficiais, textos acadêmicos de áreas como direito ou história, ou em contextos literários que mimetizam a linguagem de épocas passadas. A tendência moderna é a substituição por construções analíticas como 'tinha regulamentado' ou 'havia regulamentado'.
Derivado do verbo 'regulamentar', que por sua vez vem do latim 'regula' (régua, regra).