reo
Do latim 'reus', acusada, culpada.
Origem
Do latim 'reus', significando 'acusado', 'réu', 'aquele de quem se trata'.
Mudanças de sentido
Sentido principal: pessoa acusada em um processo judicial, réu. A forma 'reo' era a grafia predominante.
A forma 'réu' (com acento) se estabelece como padrão. 'Reo' torna-se arcaica ou informal, mantendo o sentido original, mas com menor frequência de uso.
A mudança de 'reo' para 'réu' reflete a evolução ortográfica e fonética do português, com a introdução do acento para indicar a pronúncia aberta da vogal 'e' em final de palavra, especialmente em monossílabos ou palavras com essa estrutura.
Primeiro registro
Registros em documentos legais e textos literários medievais em português arcaico.
Momentos culturais
Presente em crônicas históricas, relatos de processos judiciais e na literatura jurídica da época, como nos 'Ordenações do Reino'.
A transição para 'réu' é visível em obras literárias e jurídicas que começam a adotar a nova ortografia.
Comparações culturais
Origem comum: 'reus'.
Similar, com a forma 'reo' também existindo e sendo usada, embora 'reo' (com acento) seja mais comum em alguns contextos legais.
Equivalente: 'defendant' (em um processo civil) ou 'accused'/'defendant' (em um processo criminal).
Equivalente: 'accusé' ou 'prévenu'.
Relevância atual
A forma 'reo' é considerada arcaica na linguagem jurídica e formal. A palavra 'réu' é a forma padrão e amplamente utilizada. O uso de 'reo' pode ocorrer em contextos literários ou para dar um tom de antiguidade, mas é incomum no dia a dia.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'reus', que significa 'acusado', 'réu'. A forma 'reo' era comum em português arcaico, mantendo a terminação latina.
Uso Arcaico e Clássico
Séculos XIV a XVIII - A palavra 'reo' era amplamente utilizada em documentos legais, literatura e no discurso jurídico para se referir à pessoa acusada em um processo judicial. Era a forma padrão antes da consolidação ortográfica.
Transição para 'Réu'
Século XIX em diante - Com a reforma ortográfica e a padronização da língua portuguesa, a forma 'réu' (com acento agudo) se tornou a grafia oficial e mais comum. 'Reo' passou a ser considerada uma forma arcaica ou menos formal.
Uso Contemporâneo
Atualidade - A forma 'reo' é raramente usada na escrita formal e jurídica, sendo substituída por 'réu'. Pode aparecer em contextos literários que buscam evocar um tom arcaico ou em falas informais, embora com menor frequência.
Do latim 'reus', acusada, culpada.