responso
Do latim responsorium, 'o que responde'.
Origem
Deriva do latim 'responsum', particípio passado de 'respondere', significando 'resposta'. A raiz remete à ideia de dar uma réplica ou solução.
Mudanças de sentido
Resposta formal, oráculo, réplica.
Oração ou canto em sufrágio dos mortos, derivado da resposta litúrgica em memória dos falecidos. → ver detalhes
O 'responso' litúrgico, como o 'Requiem aeternam' ou outras orações específicas, tornou-se um ato de 'responder' em nome da comunidade pela alma do falecido, solidificando o sentido fúnebre.
Discurso ou escrito em defesa de algo ou alguém, uma argumentação formal. → ver detalhes
Este sentido se desenvolveu em ambientes acadêmicos e jurídicos, onde um 'responso' era uma peça argumentativa para defender uma tese ou um réu, similar a um parecer ou apologia.
Predominantemente o sentido religioso fúnebre, com o sentido de defesa sendo mais raro e formal.
Primeiro registro
Registros em textos litúrgicos e documentos eclesiásticos em português antigo, atestando o uso no contexto religioso.
Momentos culturais
Presença forte na liturgia católica, com responsos cantados em missas e ofícios fúnebres.
Menções em obras literárias que retratam rituais religiosos e costumes funerários da época.
Vida emocional
Associada a sentimentos de luto, memória, respeito aos mortos e, em seu sentido defensivo, a argumentação e a justiça.
Comparações culturais
Inglês: 'Responsory' (em contexto litúrgico) ou 'brief'/'defense' (em contexto legal/argumentativo). Espanhol: 'Responsorio' (litúrgico) ou 'apología'/'defensa' (argumentativo). Francês: 'Répons' (litúrgico). Alemão: 'Responsorium' (litúrgico).
Relevância atual
A palavra 'responso' mantém sua relevância em contextos religiosos específicos, como orações e cantos fúnebres. Seu uso em outros âmbitos é restrito a linguagem formal ou erudita, sendo menos comum no vocabulário cotidiano brasileiro.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim 'responsum', particípio passado de 'respondere', que significa 'responder', 'dar resposta'. Inicialmente ligado a uma resposta formal ou a um oráculo.
Entrada e Consolidação no Português
Idade Média — A palavra 'responso' entra no vocabulário português, mantendo o sentido de resposta, especialmente em contextos religiosos e formais. O uso litúrgico se estabelece.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XV-XIX — O sentido de 'canto fúnebre' ou 'oração pela alma de um defunto' se consolida, derivado do ato de 'responder' em orações coletivas pelos mortos. O sentido de 'discurso em defesa' também se desenvolve em contextos acadêmicos e jurídicos.
Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade — 'Responso' é uma palavra formal, dicionarizada, com uso predominantemente em contextos religiosos (missas de sétimo dia, orações por falecidos) e em linguagem mais erudita para designar uma defesa escrita ou falada. O uso como canto fúnebre é menos comum no dia a dia, mas presente em tradições específicas.
Do latim responsorium, 'o que responde'.