revogáveis
Do latim revocabilis, -e.
Origem
Do latim 'revocabilis', derivado de 'revocare' (chamar de volta, anular), que por sua vez vem de 'vocare' (chamar).
Mudanças de sentido
Predominantemente ligada a atos jurídicos e religiosos que podiam ser anulados ou cancelados, como bulas papais, decretos reais ou sentenças.
Mantém o sentido de anulável, cancelável, mas pode aparecer em contextos mais amplos de acordos ou promessas que se mostram sujeitas a modificação ou retratação.
Embora a palavra em si seja formal, a ideia de algo 'revogável' pode ser aplicada a situações cotidianas onde acordos ou planos se mostram flexíveis ou sujeitos a mudanças, mas o termo técnico 'revogáveis' é reservado para contextos mais formais.
Primeiro registro
Registros em latim medieval e, posteriormente, em textos jurídicos e administrativos em línguas vernáculas, incluindo o português antigo.
Momentos culturais
Presente em debates sobre a validade de leis e decretos, especialmente em momentos de transição política ou contestação de autoridade.
Comum em discussões sobre direitos, constituições e tratados internacionais, onde a possibilidade de revogação é um fator legal crucial.
Comparações culturais
Inglês: 'revocable' (com sentido similar em contextos legais e formais). Espanhol: 'revocable' (também com uso jurídico e formal). Francês: 'révocable' (idêntico em significado e uso).
Relevância atual
A palavra 'revogáveis' mantém sua relevância em esferas formais como o direito, a política e a administração pública, onde a distinção entre o que é permanente e o que pode ser anulado é fundamental. O contexto RAG a identifica como 'Palavra formal/dicionarizada', confirmando seu status na linguagem padrão.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'revocabilis', que significa 'que pode ser chamado de volta', 'que pode ser anulado'. O radical 'vocare' (chamar) é a base para a ideia de anulação ou retratação.
Entrada e Uso Inicial no Português
A palavra 'revogáveis' e seu radical 'revogar' foram incorporados ao português através do latim, possivelmente com a influência do direito romano e da linguagem eclesiástica. Seu uso inicial se concentrava em contextos legais e administrativos para descrever atos, leis ou decisões que poderiam ser desfeitos.
Uso Contemporâneo
A palavra 'revogáveis' mantém seu sentido formal e técnico, sendo comum em documentos legais, contratos, debates políticos e discussões sobre a validade de normas ou acordos. O contexto RAG a classifica como 'Palavra formal/dicionarizada', indicando seu uso estabelecido na norma culta.
Do latim revocabilis, -e.