rococó

Do francês 'rocaille', diminutivo de 'roc' (rocha), referindo-se a ornamentos em forma de rochas e conchas.

Origem

Século XVIII

Possível derivação do francês 'rocaille' (ornamentos de conchas e rochas) ou do português 'rôco' (áspero, rouco).

Mudanças de sentido

Século XVIII

Designação de um estilo artístico e arquitetônico caracterizado pela exuberância e ornamentação detalhada.

Século XIX - Atualidade

Passa a significar excessivamente ornamentado, rebuscado, antiquado ou brega.

No uso coloquial brasileiro, 'rococó' adquiriu uma forte conotação negativa, sendo sinônimo de algo exagerado e de mau gosto, contrastando com a apreciação histórica do estilo artístico.

Primeiro registro

Século XVIII

O termo começa a ser utilizado na Europa para descrever o estilo artístico, chegando ao Brasil com a influência cultural portuguesa e francesa.

Momentos culturais

Século XVIII

Florescimento do estilo rococó na Europa e sua adaptação no Brasil colonial, especialmente na arquitetura religiosa (ex: igrejas de Minas Gerais).

Século XIX

Críticas ao estilo rococó por parte de movimentos estéticos posteriores, como o Neoclassicismo, que o consideravam excessivo e superficial.

Vida emocional

Século XVIII

Associado à leveza, elegância, prazer e opulência.

Século XIX - Atualidade

Frequentemente associado a sentimentos de estranhamento, ridicularização ou desaprovação estética no uso coloquial.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Rococo' é usado de forma similar para o estilo artístico, mas o sentido pejorativo de 'excessively ornate' ou 'fussy' é mais comum em contextos específicos. Espanhol: 'Rococó' é usado para o estilo artístico; o sentido pejorativo de 'recargado' ou 'cursi' pode ser encontrado, mas 'rococó' como sinônimo de brega é menos proeminente que no Brasil. Francês: 'Rococo' é o termo original para o estilo, mantendo sua conotação primária.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'rococó' mantém sua relevância em discussões sobre história da arte, arquitetura e design. No uso cotidiano brasileiro, persiste como um adjetivo para descrever o que é considerado exagerado ou antiquado, refletindo uma percepção cultural específica sobre ornamentação e bom gosto.

Origem Etimológica

Século XVIII — A palavra 'rococó' tem origem incerta, possivelmente derivada do francês 'rocaille', que se refere a ornamentos em forma de conchas e rochas usados em grutas artificiais, ou do português 'rôco', que significa rouco ou áspero, em referência à textura de certas pedras.

Entrada na Língua Portuguesa

Século XVIII — O termo 'rococó' entra na língua portuguesa, inicialmente associado ao estilo artístico e arquitetônico que floresceu na França e se espalhou pela Europa e colônias. No Brasil, o estilo rococó teve forte expressão na arquitetura religiosa de Minas Gerais.

Evolução do Sentido

Século XIX em diante — O sentido da palavra 'rococó' se expande para além do contexto artístico, passando a designar algo excessivamente ornamentado, rebuscado, antiquado ou até mesmo cafona. Essa conotação pejorativa se consolida no uso popular.

Uso Contemporâneo

Atualidade — 'Rococó' é utilizado tanto para descrever o estilo artístico histórico quanto, de forma mais comum no Brasil, para qualificar algo que é exageradamente decorado, brega ou fora de moda. A palavra 'rococó' é formal/dicionarizada.

rococó

Do francês 'rocaille', diminutivo de 'roc' (rocha), referindo-se a ornamentos em forma de rochas e conchas.

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