romanticismo
Do francês 'romantisme', derivado de 'romance', referindo-se às narrativas medievais em vernáculo.
Origem
Deriva de 'romance', que se referia a narrativas em línguas vernáculas, em oposição ao latim. O termo 'romanesco' descrevia o estilo das novelas de cavalaria medievais.
Na Alemanha, o termo 'Romantik' passa a designar um movimento filosófico e artístico que valoriza a emoção, a subjetividade e a imaginação.
Mudanças de sentido
No Brasil, 'romanticismo' designa o movimento literário e artístico que exalta o nacionalismo, o indianismo, o sentimentalismo e a liberdade criadora.
O termo começa a ser usado de forma mais ampla para descrever comportamentos e atitudes idealizadas, especialmente em relacionamentos amorosos, muitas vezes com um tom de crítica à falta de realismo.
O 'romanticismo' pode ser associado a uma visão nostálgica do passado, a gestos de afeto idealizados ou a uma fuga da realidade. Em contrapartida, o movimento artístico original é estudado e valorizado em seu contexto histórico.
A palavra 'romanticismo' hoje carrega um peso semântico que pode ser tanto positivo (idealização do amor, da arte) quanto negativo (irrealismo, ingenuidade). A dicotomia entre o movimento artístico histórico e o uso coloquial é notável.
Primeiro registro
Registros em periódicos literários e obras de autores como Gonçalves Dias e Álvares de Azevedo marcam a entrada e consolidação do termo no contexto literário brasileiro. (corpus_literatura_brasileira_sec_xix)
Momentos culturais
A poesia de Gonçalves Dias ('Canção do Exílio'), a prosa de José de Alencar ('O Guarani', 'Iracema') e o ultrarromantismo de Álvares de Azevedo ('Lira dos Vinte Anos') são marcos do 'romanticismo' no Brasil.
A música popular brasileira, especialmente em gêneros como o samba-canção e a MPB, frequentemente evoca temas e sentimentos associados ao 'romanticismo' idealizado.
Vida emocional
Associado a sentimentos intensos, paixão, melancolia, nacionalismo e idealização.
Pode evocar nostalgia, idealização do amor, mas também ceticismo em relação a expectativas irreais.
Representações
Novelas, filmes e séries frequentemente retratam personagens ou situações como 'românticas', no sentido de idealizadas ou cheias de gestos de afeto exagerados. O termo é usado para caracterizar um estilo de relacionamento ou uma atmosfera.
Comparações culturais
Inglês: 'Romanticism' (movimento literário e filosófico com ênfase na emoção, natureza e individualismo). Espanhol: 'Romanticismo' (similar ao português e inglês, com forte expressão na literatura e artes). Alemão: 'Romantik' (origem do termo, com forte componente filosófico e místico). Francês: 'Romantisme' (ênfase na liberdade artística e na expressão do 'eu').
Relevância atual
O termo 'romanticismo' coexiste em seu sentido histórico (movimento artístico) e em seu uso coloquial para descrever idealizações amorosas ou comportamentos afetivos exagerados. A dicotomia entre o ideal e o real é central em seu uso contemporâneo.
Origem Etimológica
Século XVIII — Deriva do termo 'romance', referindo-se a narrativas em vernáculo, em oposição ao latim. Inicialmente, 'romanesco' descrevia o estilo das novelas de cavalaria.
Entrada e Consolidação no Português
Final do século XVIII e início do XIX — O termo 'romantismo' é adotado no Brasil, influenciado pelos movimentos europeus, especialmente o alemão e o inglês. Inicialmente, designa o movimento literário e artístico.
Auge e Influência Cultural
Século XIX — O Romantismo se consolida como a principal escola literária no Brasil, com forte expressão na poesia e na prosa, moldando a identidade nacional e a visão de mundo.
Uso Contemporâneo
Século XX e XXI — O termo 'romanticismo' transcende o movimento artístico, sendo usado para descrever atitudes, sentimentos e comportamentos idealizados, muitas vezes com conotação de irrealismo ou idealização excessiva.
Do francês 'romantisme', derivado de 'romance', referindo-se às narrativas medievais em vernáculo.