se-contentariam
Derivado do verbo 'contentar' (do latim 'contentare') com o pronome reflexivo 'se'.
Origem
Do latim 'contentus', particípio passado de 'continere' (conter, segurar, estar satisfeito). A forma pronominal 'se contentar' reflete a satisfação interna.
Mudanças de sentido
A transição de 'conter' para 'estar satisfeito' e a consolidação da forma pronominal 'se contentar' para indicar satisfação pessoal.
A forma 'se-contentariam' (ou 'se contentariam') se estabelece como a expressão gramatical para uma condição hipotética de satisfação.
A palavra mantém seu sentido de satisfação hipotética, com variações no uso do hífen entre a forma pronominal e o verbo, refletindo a norma culta e o uso informal.
O uso do hífen em 'se-contentariam' pode ser uma tentativa de marcar a natureza reflexiva e a conjunção de pronomes com verbos, embora a tendência moderna seja a aglutinação ou a ausência de hífen em muitos casos. A forma sem hífen 'se contentariam' é amplamente aceita e utilizada.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos administrativos do português antigo já demonstram o uso da estrutura pronominal 'se contentar' e suas conjugações, incluindo formas que levariam ao futuro do subjuntivo e condicional.
Momentos culturais
A expressão aparece em obras literárias de diferentes épocas para descrever estados de espírito, desejos ou condições hipotéticas de personagens. Exemplo: 'Se eles tivessem mais paciência, se-contentariam com pouco.'
Pode ser encontrada em letras de música, expressando anseios, resignação ou condições de felicidade. Exemplo: 'Se a vida fosse mais simples, eles se-contentariam com o básico.'
Comparações culturais
Inglês: 'they would be content' ou 'they would content themselves'. Espanhol: 'se contentarían'. Francês: 'ils se contenteraient'. Alemão: 'sie würden sich zufriedengeben'.
Relevância atual
A forma 'se-contentariam' (ou 'se contentariam') é uma construção gramatical padrão no português brasileiro, utilizada em contextos que exigem a expressão de uma condição hipotética de satisfação. Sua relevância reside na sua função gramatical e na capacidade de expressar nuances de desejo e possibilidade.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século XIII - Deriva do latim 'contentus', particípio passado de 'continere', que significa 'conter', 'segurar', 'estar satisfeito'. A forma pronominal 'se contentar' surge para indicar a satisfação interna.
Formação no Português Antigo e Clássico
Séculos XIV-XVIII - A estrutura 'se contentar' se consolida na língua portuguesa, com o pronome reflexivo 'se' indicando a ação voltada para o próprio sujeito. O verbo 'contentar' (do latim 'contentare') já existia, mas a forma pronominal ganha força para expressar a satisfação pessoal.
Evolução no Português Moderno e Brasileiro
Séculos XIX-XX - A palavra 'contentar' e sua forma pronominal 'se contentar' se tornam comuns na escrita e na fala. O futuro do subjuntivo 'contentassem' e o condicional 'contentariam' se estabelecem como formas gramaticais padrão para expressar hipóteses e desejos de satisfação.
Uso Contemporâneo no Português Brasileiro
Século XXI - A forma 'se-contentariam' (com ou sem hífen, dependendo da norma e do contexto) é utilizada para expressar uma condição hipotética de satisfação ou contentamento. O uso com hífen pode ser visto em contextos mais formais ou para ênfase, enquanto sem hífen é mais comum na fala e escrita informal.
Derivado do verbo 'contentar' (do latim 'contentare') com o pronome reflexivo 'se'.