sejam
Do latim 'esse'.
Origem
Deriva do latim 'esse' (ser), especificamente da forma do presente do subjuntivo 'sint'. A evolução fonética e morfológica levou à forma 'sejam' no português.
Mudanças de sentido
A função primária de expressar desejo, vontade ou hipótese no subjuntivo se manteve, sem grandes alterações de sentido intrínseco da palavra 'ser'. A mudança é mais gramatical e de uso contextual do que semântica.
O verbo 'ser' em si carrega significados de existência, identidade, estado, qualidade, etc. A forma 'sejam' aplica esses significados a um contexto de incerteza, desejo ou comando, como em 'Espero que os resultados sejam positivos' ou 'Que todos sejam bem-vindos'.
Primeiro registro
A forma 'sejam' já aparece em textos jurídicos e religiosos do período, refletindo o uso do latim vulgar na formação das línguas românicas.
Momentos culturais
Presente em obras como os autos de Gil Vicente e na poesia lírica, onde o subjuntivo era crucial para expressar anseios e súplicas.
Utilizada em inúmeras canções para expressar desejos, esperanças ou condições, como em 'Que sejam eternos os nossos dias'.
Vida digital
Aparece em posts de redes sociais, especialmente em mensagens de otimismo, desejos de ano novo ou em legendas que expressam esperança coletiva.
Comum em discursos motivacionais e em citações inspiradoras compartilhadas online.
Comparações culturais
Inglês: 'may they be' ou 'let them be' (subjuntivo). Espanhol: 'sean' (presente do subjuntivo do verbo 'ser'). Francês: 'qu'ils soient' (présent du subjonctif du verbe 'être'). Italiano: 'siano' (presente del congiuntivo del verbo 'essere'). Todas as línguas românicas e germânicas possuem formas verbais equivalentes para expressar o mesmo conceito gramatical de desejo, hipótese ou comando indireto.
Relevância atual
A palavra 'sejam' mantém sua relevância gramatical inalterada, sendo uma forma verbal indispensável na comunicação cotidiana e formal. Sua presença é constante em todos os tipos de texto e fala, desde conversas informais até documentos oficiais e obras literárias.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do latim 'sitis', que significa 'sede', 'desejo ardente'. A forma 'sejam' é a 3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo 'ser', que tem sua origem no latim 'esse'. A conjugação verbal evoluiu através do latim vulgar e se consolidou no português arcaico.
Consolidação Medieval e Uso Literário
Idade Média — A forma 'sejam' já estava estabelecida na língua portuguesa, utilizada em textos religiosos, jurídicos e literários. O subjuntivo era empregado para expressar desejo, dúvida, possibilidade ou ordens indiretas, como em 'Que eles sejam felizes' ou 'É necessário que os servos sejam leais'.
Uso na Era Moderna e Contemporânea
Séculos XV - Atualidade — A forma 'sejam' mantém sua função gramatical e seu uso em diversos registros. É uma palavra fundamental na conjugação do verbo 'ser', essencial para a construção de frases complexas, condicionais e expressivas em todos os níveis de linguagem, do formal ao informal.
Do latim 'esse'.