sentíssemos
Do latim sentire.
Origem
Deriva do verbo latino 'sentire', com o sentido de sentir, perceber, pensar.
Evoluiu para a forma verbal 'sentíssemos' através das regras de conjugação do pretérito imperfeito do subjuntivo, 1ª pessoa do plural, no galaico-português e posteriormente no português.
Mudanças de sentido
O sentido primário de 'sentir' (perceber, ter sensações, pensar) é mantido na forma verbal 'sentíssemos', aplicada a contextos hipotéticos ou desejados no passado.
A palavra mantém seu sentido gramatical original, mas seu uso é restrito a contextos formais, indicando uma distinção entre a linguagem escrita/formal e a linguagem falada/informal.
A forma 'sentíssemos' é um marcador de formalidade e precisão gramatical, raramente substituída em contextos que exigem a norma culta. A escolha de seu uso reflete a adequação ao registro linguístico.
Primeiro registro
Registros da conjugação verbal no pretérito imperfeito do subjuntivo, 1ª pessoa do plural, para o verbo 'sentir' podem ser encontrados em textos medievais em galaico-português, precursor do português moderno. A forma específica 'sentíssemos' se consolidou com a evolução gramatical.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas da poesia e prosa, onde expressa anseios, arrependimentos ou condições hipotéticas, como em 'Se nós sentíssemos...' em romances e crônicas.
Utilizada em textos acadêmicos e jurídicos, demonstrando a manutenção de seu status formal na linguagem escrita.
Comparações culturais
Inglês: O equivalente em inglês seria 'if we felt' ou 'should we feel', que também expressam condições hipotéticas ou passadas, mas com estruturas verbais distintas (past subjunctive ou conditional perfect). Espanhol: O equivalente é 'sintiéramos' ou 'sintiésemos', que compartilham a mesma raiz latina e função gramatical no pretérito imperfeito do subjuntivo, refletindo a herança comum do latim. Francês: O equivalente é 'si nous sentions', também no imperfeito do subjuntivo, com função similar.
Relevância atual
A relevância de 'sentíssemos' reside em sua função gramatical precisa e formal. É uma palavra que marca a norma culta da língua portuguesa, essencial para a comunicação em contextos que demandam rigor e clareza, como na escrita acadêmica, literária e em documentos oficiais. Sua ausência na fala coloquial a distingue como um elemento da linguagem formal.
Origem Latina e Formação do Português
A forma 'sentíssemos' deriva do verbo latino 'sentire', que significa sentir, perceber, pensar. A conjugação no pretérito imperfeito do subjuntivo, 1ª pessoa do plural, remonta à evolução do latim vulgar para o galaico-português, consolidando-se com a formação da língua portuguesa.
Consolidação e Uso Literário
Ao longo dos séculos, a forma 'sentíssemos' foi utilizada na literatura e na prosa formal, expressando desejos, hipóteses ou condições irreais ou incertas no passado. Sua estrutura gramatical se manteve estável.
Uso Contemporâneo e Formalidade
Atualmente, 'sentíssemos' é uma forma verbal dicionarizada e formal, empregada em contextos que exigem precisão gramatical, como na escrita acadêmica, jurídica e literária. É menos comum na fala cotidiana informal, onde outras construções podem ser preferidas.
Do latim sentire.