Palavras

solimão

Do latim 'hydrargyrum', do grego 'hydor' (água) e 'argyros' (prata).

Origem

Século XVI

Do árabe 'al-qutb al-thahab' (o eixo de ouro), referindo-se ao mercúrio. A palavra passou por adaptações fonéticas e semânticas no português.

Mudanças de sentido

Século XVI

Referência direta ao elemento químico mercúrio, especialmente em contextos alquímicos e médicos.

Séculos XVII-XIX

Sinônimo técnico para mercúrio, utilizado em farmacopeias e tratados científicos. A toxicidade do mercúrio era conhecida, mas seu uso medicinal persistia.

Século XX-Atualidade

O termo 'solimão' para mercúrio cai em desuso geral, sendo substituído por 'mercúrio'. Mantém-se em nichos históricos ou literários.

A palavra 'solimão' evoca um passado onde o mercúrio era usado em remédios (como o calomelano, cloreto de mercúrio(I)) e em processos industriais, muitas vezes sem a plena compreensão de sua periculosidade. O declínio do uso de 'solimão' reflete a evolução da toxicologia e da química.

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos de alquimia e medicina da época, como em obras de Gaspar Barreira ou em traduções de textos árabes sobre o tema.

Momentos culturais

Séculos XVII-XIX

Presença em discussões sobre medicina popular e alquimia, onde o mercúrio (solimão) era um componente frequente em tratamentos para sífilis e outras doenças, apesar de sua toxicidade.

Século XIX

Aparece em literatura que retrata a ciência e a medicina da época, por vezes com conotações de perigo ou mistério associadas ao elemento.

Comparações culturais

Inglês: 'Quicksilver' (literalmente 'prata rápida') é o termo mais comum e antigo para mercúrio, refletindo sua fluidez e brilho metálico. 'Mercury' é o termo científico. Espanhol: 'Azogue' (do árabe 'al-zuq'uq') é o termo mais comum, também de origem árabe, similar ao português 'mercúrio'. Francês: 'Mercure' é o termo científico e mais comum, derivado do latim. O termo 'vif-argent' (prata viva) também existe, similar ao inglês 'quicksilver'.

Relevância atual

A palavra 'solimão' tem relevância histórica e etimológica, mas pouca relevância no uso cotidiano para se referir ao mercúrio. É encontrada em estudos de história da ciência, medicina antiga e em contextos literários que buscam autenticidade histórica. A toxicidade do mercúrio limitou seu uso e, consequentemente, a popularidade do termo 'solimão'.

Origem Etimológica

Século XVI - Deriva do árabe 'al-qutb al-thahab' (o eixo de ouro), que se referia ao mercúrio, possivelmente devido à sua aparência metálica e fluidez. A forma 'solimão' é uma adaptação fonética e semântica para o português.

Entrada e Uso na Língua Portuguesa

Séculos XVI-XIX - Introduzido no vocabulário científico e alquímico, referindo-se especificamente ao mercúrio. Usado em contextos de medicina, química e metalurgia.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade - O termo 'solimão' como sinônimo de mercúrio tornou-se arcaico e restrito a contextos históricos ou especializados. O uso mais comum para o elemento químico é 'mercúrio'. 'Solimão' pode aparecer em textos literários ou históricos que remetem a períodos anteriores.

solimão

Do latim 'hydrargyrum', do grego 'hydor' (água) e 'argyros' (prata).

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