sorteava
Derivado de 'sorte' + sufixo verbal '-ear'.
Origem
Do latim 'sortiri', relacionado a 'sors, sortis' (sorte, destino, partilha).
Mudanças de sentido
Principalmente ligado à distribuição formal e oficial de itens ou posições por meio de sorteio.
Ampliação para incluir a ideia de 'ter sorte' ou 'ser favorecido pelo acaso', além da distribuição formal. Ex: 'Ele sempre sorteava as melhores oportunidades'.
Primeiro registro
Registros em documentos administrativos e literários da época, embora a forma específica 'sorteava' possa variar em registros mais antigos devido a ortografias arcaicas. A raiz 'sortear' já estava em uso.
Momentos culturais
Comum em literatura e cinema para descrever cenas de distribuição de prêmios, heranças ou até mesmo em contextos de loterias e jogos de azar, refletindo a cultura popular.
Presente em programas de TV de sorteio, reality shows e em narrativas que envolvem destino e acaso.
Comparações culturais
Inglês: 'was drawing' (em sorteios), 'used to get lucky' (em ter sorte). Espanhol: 'sorteaba' (equivalente direto em muitos contextos), 'sacaba a suerte'. Francês: 'tirait au sort' (para sorteios), 'avait de la chance' (para ter sorte).
Relevância atual
A forma 'sorteava' mantém sua relevância como um verbo descritivo de ações passadas relacionadas a sorteios, distribuições aleatórias e, metaforicamente, a eventos fortuitos. É uma palavra comum no vocabulário cotidiano e literário brasileiro.
Origem Etimológica
Século XIV - Deriva do latim 'sortiri', que significa 'tirar à sorte', 'distribuir por sorte'. O verbo 'sortear' em português surge como uma adaptação direta.
Entrada e Evolução no Português
Séculos XV-XVI - O verbo 'sortear' e suas conjugações, como 'sorteava', começam a aparecer em textos em português, inicialmente em contextos religiosos e administrativos para distribuição de bens ou cargos. A forma 'sorteava' é o pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou habitual no passado.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XIX-XXI - 'Sorteava' continua a ser amplamente utilizado na língua portuguesa, tanto no Brasil quanto em Portugal. Mantém seu sentido original de distribuir por sorte, mas também pode ser usado em contextos mais amplos de 'ter sorte' ou 'ser agraciado pelo acaso'. A forma verbal é comum em narrativas, descrições de eventos passados e em contextos lúdicos.
Derivado de 'sorte' + sufixo verbal '-ear'.