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substância

Do latim substantia, 'essência, ser, coisa'.

Origem

Latim

Do latim 'substantia', composto por 'sub' (sob) e 'stare' (estar, permanecer), significando aquilo que está sob, que fundamenta, a essência, a matéria.

Mudanças de sentido

Filosofia Medieval

Essência fundamental, o ser em si, em contraposição aos atributos mutáveis (acidentes).

Séculos Posteriores

Matéria, conteúdo, o cerne de um discurso ou assunto. Também passou a designar riqueza, bens, capital.

Atualidade

Mantém os sentidos de essência, matéria, conteúdo e riqueza. É uma palavra formal e polissêmica.

Em contextos científicos, refere-se à matéria que compõe um corpo. Em filosofia, à essência. No uso comum, pode significar o conteúdo principal de algo ou, informalmente, dinheiro ou bens.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos filosóficos e teológicos em latim que influenciaram o desenvolvimento do português.

Momentos culturais

Século XVII

Uso em tratados filosóficos e científicos, como os de Descartes, que discutiam a natureza da substância (material e pensante).

Literatura

Presente em obras literárias para descrever a essência de personagens, a materialidade de objetos ou a riqueza de cenários.

Comparações culturais

Inglês: 'substance', com significados semelhantes de essência, matéria, conteúdo e solidez. Espanhol: 'sustancia', também com acepções de essência, matéria, conteúdo e riqueza. Francês: 'substance', similarmente.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'substância' mantém sua relevância em discussões acadêmicas, científicas e filosóficas. No uso cotidiano, é empregada para se referir ao conteúdo essencial de algo ou, em contextos mais informais, a dinheiro ou bens materiais, embora este último uso seja menos comum que em outros tempos.

Origem Etimológica e Entrada no Português

Século XIII - Deriva do latim 'substantia', que significa 'essência', 'matéria', 'realidade', 'riqueza'. Originalmente, referia-se àquilo que está sob (sub) algo, a base, o fundamento. Chegou ao português através do latim vulgar.

Evolução de Sentido e Uso

Idade Média a Renascimento - Usada em contextos filosóficos e teológicos para designar a essência de algo, em oposição aos acidentes. Século XVII em diante - Amplia-se o uso para significar matéria, conteúdo, o cerne de uma questão, e também riqueza ou bens materiais.

Uso Contemporâneo no Brasil

Atualidade - Mantém os sentidos de essência, matéria, conteúdo e riqueza. É uma palavra formal, dicionarizada, utilizada em diversos campos do conhecimento, desde a filosofia e ciência até o cotidiano.

substância

Do latim substantia, 'essência, ser, coisa'.

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