tácita
Do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceré' (estar calado, omitir).
Origem
Do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceri' (calar-se). A ideia central é o que não é dito explicitamente, mas é compreendido pelo contexto ou pela ausência de objeção.
Mudanças de sentido
O sentido de 'subentendido', 'implícito', 'não expresso verbalmente' manteve-se estável desde sua origem latina até o português moderno. Não há registros de grandes ressignificações.
A palavra 'tácita' carrega consigo a noção de consentimento ou entendimento que não requer declaração formal. Por exemplo, uma 'aceitação tácita' é aquela que se presume pela conduta, sem um 'sim' explícito. O contexto RAG identifica a palavra como 'formal/dicionarizada', indicando sua estabilidade semântica em registros formais.
Primeiro registro
Registros em documentos jurídicos e administrativos que datam da Idade Média e do início da formação do português, onde a precisão terminológica era crucial. (Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt)
Momentos culturais
Presente em leis, contratos e correspondências oficiais, refletindo a formalidade da época e a necessidade de clareza em transações e acordos.
Continua a ser um termo técnico em áreas como direito, negócios e diplomacia, onde a comunicação implícita pode ter implicações legais significativas.
Comparações culturais
Inglês: 'tacit' (com sentido similar de implícito, subentendido, não declarado, como em 'tacit agreement' ou 'tacit knowledge'). Espanhol: 'tácito' (com o mesmo significado de algo que se entende sem ser dito, presente em 'consentimiento tácito'). Francês: 'tacite' (igualmente empregado em contextos formais e informais para indicar algo implícito ou subentendido).
Relevância atual
A palavra 'tácita' mantém sua relevância em contextos formais, especialmente no direito (ex: 'renúncia tácita', 'aceitação tácita'), em negociações e em discussões sobre comunicação não verbal e entendimentos implícitos. Sua presença em dicionários e textos formais confirma sua estabilidade e uso contínuo. (Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt)
Origem Etimológica
Deriva do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceri', que significa 'estar calado', 'calar-se'. A raiz remete à ideia de silêncio e não verbalização.
Entrada e Consolidação no Português
A palavra 'tácita' foi incorporada ao léxico português, provavelmente através do latim vulgar e consolidada em textos formais e jurídicos. Sua presença é notada em documentos que exigiam precisão sem ambiguidade.
Uso Contemporâneo
Mantém seu sentido original de algo subentendido, não expresso verbalmente, mas compreendido. É comum em contextos jurídicos, negociais e em situações cotidianas onde a comunicação não verbal ou implícita é clara.
Do latim 'tacitus', particípio passado de 'taceré' (estar calado, omitir).