tecnofobia

Do grego 'technē' (arte, ofício, habilidade) + 'phobos' (medo).

Origem

Século XX

Composta a partir de elementos gregos: 'tekhné' (τέχνη), significando arte, ofício, habilidade, e 'phóbos' (φόβος), que denota medo ou aversão.

Mudanças de sentido

Século XX

Inicialmente, o termo pode ter sido usado em contextos mais restritos, talvez clínicos ou acadêmicos, para descrever a aversão a ferramentas ou máquinas específicas.

Com a rápida evolução tecnológica e a crescente integração de dispositivos digitais na vida cotidiana, o sentido de 'tecnofobia' expandiu-se para abranger um medo mais generalizado ou uma resistência à adoção de novas tecnologias em diversas esferas da vida.

Atualidade

Refere-se à apreensão ou medo irracional diante de inovações tecnológicas, como smartphones, inteligência artificial, automação e a internet.

O termo é frequentemente aplicado a indivíduos ou grupos que demonstram dificuldade ou relutância em se adaptar a novas ferramentas digitais, seja por receio de obsolescência, perda de controle, questões de privacidade ou simplesmente por desconforto com a complexidade.

Primeiro registro

Segunda metade do Século XX

A documentação exata do primeiro registro em português é difícil de precisar sem acesso a corpus linguísticos extensos, mas o termo começou a circular e a ser registrado em publicações acadêmicas e na mídia à medida que a tecnologia se tornava mais proeminente.

Momentos culturais

Final do Século XX e Início do Século XXI

A popularização da internet, dos computadores pessoais e, posteriormente, dos dispositivos móveis, intensificou o debate sobre a relação humana com a tecnologia, tornando a 'tecnofobia' um conceito mais reconhecível.

Conflitos sociais

Atualidade

A 'tecnofobia' pode ser vista em conflitos geracionais, onde gerações mais velhas podem ter mais dificuldade em se adaptar às novas tecnologias do que as mais jovens. Também surge em debates sobre inclusão digital e o acesso à tecnologia para populações marginalizadas.

Vida emocional

Atualidade

A palavra carrega um peso de estigma para alguns, sendo associada à resistência ao progresso, mas também pode ser vista como uma reação compreensível à rápida e, por vezes, avassaladora mudança tecnológica.

Vida digital

Atualidade

O termo é frequentemente discutido em blogs, fóruns online, redes sociais e artigos sobre tecnologia e comportamento humano. Buscas por 'tecnofobia' aumentam em períodos de lançamento de novas tecnologias disruptivas.

Representações

Século XXI

Personagens em filmes, séries e livros frequentemente exibem traços de tecnofobia, seja como um traço cômico, um obstáculo a ser superado ou uma crítica à dependência tecnológica da sociedade.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Technophobia' é o termo equivalente e amplamente utilizado. Espanhol: 'Tecnofobia' é o termo direto e com uso similar. Alemão: 'Technophobie' ou 'Technikangst' (medo da técnica) são usados. Francês: 'Technophobie' é o termo corrente.

Relevância atual

Atualidade

A 'tecnofobia' continua relevante em um mundo cada vez mais digitalizado, sendo um conceito chave para entender a ansiedade e a resistência que acompanham a inovação tecnológica e a necessidade de adaptação contínua.

Origem Etimológica

Formada no século XX a partir do grego 'tekhné' (arte, ofício, habilidade) e 'phóbos' (medo).

Entrada na Língua Portuguesa

A palavra 'tecnofobia' surge no vocabulário em português, especialmente no Brasil, a partir da segunda metade do século XX, acompanhando a aceleração tecnológica global.

Uso Contemporâneo

Termo amplamente utilizado para descrever a resistência ou o medo de novas tecnologias, presente em discussões sobre automação, inteligência artificial e digitalização.

tecnofobia

Do grego 'technē' (arte, ofício, habilidade) + 'phobos' (medo).

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