tenham
Do latim 'tenere'.
Origem
Evolução do verbo latino 'habere' (ter, possuir), com a forma 'tenham' originando-se da conjugação do presente do subjuntivo.
Mudanças de sentido
Utilizada para expressar desejo, dúvida, possibilidade ou condição, funções inerentes ao modo subjuntivo.
Mantém as funções gramaticais originais, sendo um elemento fundamental na estrutura sintática da língua para expressar incerteza ou desejo.
Primeiro registro
Presente em textos do português arcaico, como documentos notariais e as primeiras manifestações literárias em língua portuguesa.
Momentos culturais
Presente em cantigas e crônicas, expressando desejos e incertezas dos personagens.
Utilizada por autores como Machado de Assis e Guimarães Rosa para conferir nuances de subjetividade e condição às narrativas.
Frequente em letras de canções para expressar anseios, esperanças e situações hipotéticas.
Comparações culturais
Inglês: 'may they have' ou 'let them have' (expressando desejo ou permissão). Espanhol: 'tengan' (presente do subjuntivo do verbo 'tener', com função similar). Francês: 'qu'ils aient' (presente do subjuntivo do verbo 'avoir').
Relevância atual
A forma 'tenham' continua sendo um pilar gramatical essencial no português brasileiro, indispensável para a correta expressão de desejos, hipóteses e condições em qualquer registro linguístico.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII — Deriva do verbo latino 'habere' (ter, possuir), evoluindo para o latim vulgar e, posteriormente, para o galaico-português medieval. A forma 'tenham' surge como conjugação do presente do subjuntivo.
Consolidação Medieval e Renascentista
Séculos XIV-XVI — A forma 'tenham' já estava estabelecida no português arcaico, utilizada em documentos e textos literários para expressar desejo, dúvida ou hipóteses, características do modo subjuntivo.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XVII-Atualidade — 'tenham' mantém sua função gramatical como presente do subjuntivo, 3ª pessoa do plural do verbo 'ter'. É amplamente utilizada na fala e escrita formal e informal, essencial para a construção de frases complexas e condicionais.
Do latim 'tenere'.