tido
Do latim 'tenere'.
Origem
Deriva do latim 'tenitus', particípio passado do verbo 'tenere', que significa ter, segurar, possuir.
Mudanças de sentido
Manteve o sentido primário de posse ou estado, como em 'ter' (possuir) ou 'ter' (estar em determinado estado).
Utilizado em tempos compostos (ex: 'tinha dito') e na voz passiva (ex: 'foi tido como um herói'). O sentido principal de 'ter' (possuir, segurar, considerar) é mantido.
Em construções como 'tido como', a palavra assume um sentido de consideração ou reputação, indicando como algo ou alguém é percebido.
Primeiro registro
Registros em textos medievais em galaico-português, onde o particípio 'tido' já era empregado com sua função gramatical.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de Camões, Machado de Assis, Clarice Lispector e tantos outros, como parte integrante da estrutura verbal.
Comparações culturais
Inglês: 'had' (past participle of 'to have'). Espanhol: 'tenido' (participio pasado de 'tener'). Ambos os idiomas possuem particípios passados com funções gramaticais e semânticas análogas ao 'tido' português, derivados de verbos que expressam posse ou estado.
Relevância atual
Palavra formal e dicionarizada, essencial para a conjugação verbal em português, utilizada em todos os registros linguísticos, da fala cotidiana à escrita acadêmica e literária.
Origem Latina e Formação do Português
O particípio passado 'tido' deriva do latim 'tenitus', particípio passado do verbo 'tenere' (ter, segurar, possuir). Sua incorporação ao português se deu com a própria formação da língua a partir do latim vulgar.
Uso Medieval e Moderno
Desde a Idade Média, 'tido' é amplamente utilizado como particípio do verbo 'ter', em construções como 'tinha feito' ou 'foi tido como'. Sua função gramatical permaneceu estável.
Uso Contemporâneo e Dicionarizado
Atualmente, 'tido' é uma palavra formal e dicionarizada, parte essencial do vocabulário português, usada em diversos contextos gramaticais e semânticos.
Do latim 'tenere'.